A McLaren definiu uma estratégia muito objetiva para o ciclo que se estende até ao final da década: num encontro mundial com concessionários, a marca comunicou que tenciona apresentar pelo menos um modelo novo por ano até 2028.
A fabricante britânica sublinha que a maioria da sua oferta será híbrida, sem abdicar do ADN desportivo que sempre a distinguiu. A abertura desta nova fase cabe ao McLaren W1, apontado como o automóvel de produção mais rápido alguma vez feito pela marca, recorrendo a um motor V8 e a uma potência máxima de 1275 cv. A chegada ao mercado está prevista para 2026.
Além disso, o plano de lançamentos de Woking inclui mais dois marcos relevantes: um coupé de duas portas em 2027 e, no ano seguinte, um SUV de quatro portas em 2028.
Esta cadência anual de novidades também sugere um esforço de renovação contínua da gama e um reforço do posicionamento face a rivais diretos, num contexto em que a eletrificação (mesmo quando parcial, via híbridos) se torna cada vez mais determinante para cumprir metas de emissões sem comprometer prestações.
O que já se sabe sobre os novos modelos McLaren?
McLaren P34: o novo coupé híbrido de duas portas (2027)
O coupé, identificado internamente pelo código P34, deverá adotar uma solução híbrida assente num motor V6 montado em posição central traseira. A potência máxima combinada poderá atingir 800 cv.
No capítulo do estilo, o P34 será o primeiro a estrear a nova linguagem visual da McLaren, embora haja indicações de que alguns elementos do novo modelo beberão inspiração no incontornável McLaren F1. No habitáculo, estão referidos bancos em couro Nappa e um painel digital de alta definição. Em termos de dimensões, será mais comprido do que o Artura (4539 mm), e o preço deverá posicionar-se entre o do Artura (cerca de 300 mil euros) e o do 750S (cerca de 360 mil euros).
McLaren P47: o primeiro SUV de quatro portas da marca (2028)
O primeiro modelo de quatro portas da McLaren, com o nome de código P47, será um SUV com lançamento apontado para 2028. Tal como o resto da ofensiva prevista, também será híbrido e integrará um motor V8.
De acordo com fontes citadas pela Automotive News Europe, este novo SUV terá uma silhueta próxima da do Porsche Cayenne Turbo GT, ainda que com maiores dimensões, e apresentará um desenho “esculpido” para favorecer a eficiência aerodinâmica, sem perder um aspeto robusto - sempre dentro da nova linguagem de estilo da McLaren.
Por ser um SUV, um dos maiores obstáculos será garantir um centro de gravidade o mais baixo possível, de forma a aproximar o comportamento dinâmico do padrão dos supercarros da marca britânica… e, ao mesmo tempo, enfrentar o Ferrari Purosangue.
Para já, a McLaren ainda não confirmou se a produção do P47 ficará em Woking ou se será assegurada por outra linha de fabrico. Ainda assim, as primeiras entregas a clientes continuam apontadas para 2028.
A entrada num segmento de maior volume como o dos SUV também poderá obrigar a uma abordagem diferente na experiência de propriedade: maior foco em utilização diária, conforto em viagens longas e, no caso de soluções híbridas, uma integração mais simples entre modos elétricos e térmicos, sem diluir o caráter de performance que o emblema pretende preservar.
O que mais se sabe?
Durante a mesma reunião com concessionários, foi igualmente mostrada a derradeira edição do McLaren 750S. Ao que tudo indica, deverá chamar-se 788HS, terá produção limitada a 200 unidades e a sua apresentação deverá acontecer em 2027. Estará disponível em carroçaria coupé e cabrio e distinguir-se-á por uma entrada de ar no tejadilho e por uma asa traseira mais elevada.
Em 2028, o McLaren 750S deverá sair de cena, dando lugar a um sucessor desenvolvido para enfrentar diretamente o Ferrari 849 Testarossa.
Por último, o McLaren GTS atualmente em comercialização poderá ser substituído por um modelo de grande turismo com configuração 2+2 lugares, possivelmente em 2027. Já o W1 deverá ver nascer uma variante cabrio, equipada com capota rígida removível em três partes, com estreia prevista para 2028.
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