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Armazém da Renault já não tem espaço e a vossa garagem pode ajudar

Carro desportivo azul elétrico da Renault exposto em salão automóvel moderno e iluminado.

A Renault vai abrir ao público, pela primeira vez, as portas do seu “armazém histórico” - e a razão é bastante prática: a marca francesa precisa de criar mais espaço para o futuro museu em Flins-sur-Seine, pensado para celebrar 125 anos de história. A inauguração desse novo espaço está prevista para 2027.

Para libertar área de armazenamento, a Renault decidiu avançar com a venda de cerca de uma centena de veículos e de vários objetos emblemáticos, muitos dos quais existem em duplicado na coleção oficial. O leilão, marcado para 7 de dezembro de 2025, ficará a cargo da Artcurial Motorcars e deverá atrair apaixonados e colecionadores vindos de vários pontos do mundo.

Quem sabe se, nesta corrida por metros quadrados, não será uma garagem portuguesa a ajudar a resolver o problema.

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Entre os 100 automóveis colocados à venda, há exemplares que espelham mais de um século de engenharia e de criatividade automóvel francesa. A lista percorre épocas muito diferentes - de veículos muito antigos a protótipos e até monolugares de Fórmula 1 - e reúne algumas das peças mais desejadas que têm estado guardadas no armazém da Renault.

Percorra a galeria de imagens e… boas compras.

Um dos pontos mais apelativos é que mais de 90% dos lotes deverão ser apresentados sem preço de reserva, o que pode transformar este evento num verdadeiro “buffet livre” para quem gosta de colecionismo automóvel e de raridades.

Além dos carros, a seleção integra cerca de 100 objetos e maquetes, bem como motores de F1, fatos de piloto e outras recordações de competição difíceis de encontrar no mercado.

Entre os destaques, surge o motor Renault Elf V6 Turbo EF15, do mesmo tipo do utilizado por Ayrton Senna no Lotus em 1986, e também um curioso “Reinastella” - um “disco voador” desenvolvido em colaboração com a Eurodisney.

A par disso, o catálogo inclui modelos que vão de um Renault Type D de 1901 às máquinas de Fórmula 1 da era Turbo, passando por nomes particularmente cobiçados como o Alpine A442, o Renault 5 Turbo Maxi e o Clio Williams.

Leilão Renault em Flins-sur-Seine: uma oportunidade única

De acordo com Pierre Novikoff, vice-presidente da Artcurial Motorcars, “trata-se de uma oportunidade única para quem sempre sonhou possuir um pedaço do património Renault”. Ainda assim, a marca não está a “esvaziar” o seu legado: no final, a Renault irá conservar cerca de 600 veículos originais, assegurando que mantém pelo menos um exemplar de cada modelo produzido desde 1898.

Para quem pondera licitar, vale a pena ter em conta que, num leilão deste tipo, o valor final não se resume ao martelo: há normalmente comissões, e também custos como transporte, seguro e eventuais processos de importação/regularização, sobretudo no caso de veículos históricos ou de competição. Para compradores em Portugal, planear a logística com antecedência pode fazer a diferença entre um grande negócio e uma compra menos vantajosa.

Há ainda um ponto que costuma pesar nas decisões dos colecionadores: proveniência e documentação. Itens provenientes de um armazém histórico e de uma coleção oficial tendem a despertar maior interesse - não só pela raridade, mas também pela história associada e pela possibilidade de preservar um registo mais completo do percurso de cada peça.

Com esta reorganização, a Renault está a preparar o caminho para o seu novo centro de exposições em Flins-sur-Seine, onde pretende juntar, sob o mesmo armazém, automóveis, arte e documentação histórica. Até lá, o leilão de dezembro promete marcar o primeiro grande passo desta nova fase - e, para quem quiser mesmo levar para casa um fragmento da história da marca francesa, poderá ser uma ocasião difícil de repetir.

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