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Há cada vez menos carros como o Citroën C3 Aircross

Carro Citroën C3 Aircross azul metálico estacionado em piso brilhante com fundo de edifícios modernos.

Hoje, comprar carro em Portugal é quase um exercício de equilibrismo: entre elétricos, híbridos e motores a combustão, e entre SUVs de vários tamanhos, muitos modelos obrigam a escolher um caminho e a abdicar do resto. Encontrar uma proposta que sirva vários tipos de vida - sem compromissos demasiado duros - está cada vez mais raro.

O novo Citroën C3 Aircross tenta ir contra essa maré. Quer ser o “carro para quase tudo”: robusto, adaptável a famílias e rotinas diferentes e, ainda assim, com preços de entrada abaixo dos 20 mil euros (com uma campanha de 1500 € em vigor).

Apresenta-se como uma proposta versátil, com várias motorizações à escolha e opção de até sete lugares, mantendo o conforto como um dos pilares da marca.

Trunfo raro no segmento

A possibilidade de configurar o C3 Aircross com sete lugares não é novidade absoluta no segmento, mas continua a ser uma exceção.

A terceira fila permite aumentar o número de lugares disponíveis, mesmo que seja para situações pontuais, sem obrigar a passar para um modelo de segmento superior. E quando esses bancos não são necessários, o espaço volta a ficar do lado da bagageira, preservando a versatilidade do conjunto.

É uma solução que encaixa em cenários e necessidades diferentes, sem forçar decisões difíceis nem grandes concessões na hora de escolher um carro de família.

Um modelo, várias motorizações

Outro ponto-chave desta proposta é a estratégia multi-energia. Este tem sido o posicionamento da Stellantis há vários anos, e a Citroën é uma das marcas que mais naturalmente o coloca em prática.

Assim, o C3 Aircross existe com motorizações a gasolina, híbridas e 100% elétricas, acompanhando a diversidade atual do mercado. A escolha do motor deixa de estar presa ao tipo de carro e passa a depender sobretudo do tipo de utilização.

Para quem quer custos de utilização reduzidos e consegue carregar em casa ou no trabalho, o elétrico ë-C3 Aircross é a opção mais indicada. Tem um motor elétrico de 83 kW (113 cv) e uma bateria LFP de 44 kWh na versão Autonomia Conforto, com autonomia máxima combinada até 306 km. Há ainda a versão Autonomia Alargada com bateria maior de 54 kWh, que estende a autonomia combinada até 400 km.

Já o híbrido - que junta um motor 1.2 Turbo com 100 cv, um motor elétrico de 15,6 kWh (21 cv), uma pequena bateria de iões de lítio com 0,89 kWh e um sistema mild-hybrid de 48 V (associado a uma caixa automática de seis velocidades e de dupla embraiagem) - responde a quem não pode ou não quer ter um 100% elétrico, mas procura, ainda assim, a máxima eficiência em cidade.

Quem precisa de maior polivalência e faz uma utilização mais generalista faz sentido olhar para a versão exclusivamente a gasolina, equipada com um 1.2 turbo de três cilindros com 100 cv e caixa manual de 6 velocidades, sem qualquer tipo de eletrificação.

Várias soluções para vários perfis de utilização. E sempre com a versatilidade e o espaço como denominadores comuns. Aqui, a única limitação está na versão elétrica, a única que não pode ter configuração de sete lugares.

Conforto é prioridade

Independentemente da motorização, o conforto continua a ser um dos elementos estruturais do C3 Aircross e foi uma das prioridades dos engenheiros franceses envolvidos no desenvolvimento deste SUV.

Usa a suspensão com duplo batente hidráulico, que a Citroën tem vindo a aplicar nos seus modelos mais recentes e que ajuda a controlar os movimentos verticais da carroçaria. Junta-lhe os bancos Citroën Advanced Comfort, com espuma mais densa, para garantir mais apoio e maior bem-estar em viagens mais longas.

Além da suspensão e dos bancos, e também a pensar no conforto do condutor, a Citroën equipou o C3 Aircross com um conjunto alargado de ajudas à condução disponíveis de série, como alerta de atenção do condutor, reconhecimento de limites de velocidade, alerta de manutenção em faixa e cruise control com limitador.

Imagem alinhada com a utilização

No design, o C3 Aircross adota uma linguagem visual que privilegia a robustez e a funcionalidade.

Os 20 cm de altura ao solo, os plásticos de proteção da carroçaria e a silhueta geral do modelo sublinham a versatilidade: tanto está à vontade nas voltas semanais pela cidade como não recusa uma escapadinha fora do asfalto ao fim de semana.

E se o exterior acompanha a intenção do modelo, o interior segue a mesma linha: minimalista e focado no essencial. Há um ecrã tátil de 10,25’’ (disponível a partir do nível Plus), integração sem fios com Android Auto e Apple CarPlay, câmara traseira de estacionamento e ar condicionado automático.

Além disso, existe um sistema de head-up display projetado num espelho no nível superior do tabliê, que substitui o painel de instrumentos tradicional e mostra a informação sem ser preciso desviar os olhos da estrada.

Por ser um modelo robusto e pensado para um uso intensivo, há plásticos duros em várias zonas do habitáculo. Em contrapartida, surgem também superfícies com tecidos feitos a partir de materiais reciclados, que ajudam a reforçar a sensação de qualidade.

Quanto custa?

O Citroën C3 Aircross está à venda em Portugal com preços a partir de 17 790 euros, para a versão 1.2 turbo de 100 cv com cinco lugares e nível de equipamento You. Neste mesmo nível, a variante 100% elétrica começa nos 24 990 euros, valores que já incluem as campanhas de desconto em vigor.

A motorização híbrida (disponível apenas a partir do nível intermédio, Plus) arranca nos 23 890 euros, também com campanha incluída.

Com exceção das versões YOU e das versões 100% elétricas, todas podem ter habitáculo de cinco lugares ou, opcionalmente, por mais 700 euros, capacidade até sete ocupantes.

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