A fim de reforçar o grau de prontidão do seu pessoal e das suas unidades navais, a Marina de Guerra do Peru está a realizar o Exercício “Aries”, um ciclo de instrução abrangente que reúne vários componentes e procura elevar os níveis de preparação operacional. A actividade é dirigida pela Comandância-Geral de Operações do Pacífico e enquadra-se simultaneamente no reforço de capacidades e nas comemorações do 205.º aniversário da Força de Superfície.
Exercício “Aries” da Marina de Guerra do Peru: forças e meios envolvidos
O dispositivo integra diferentes unidades, com destaque para o emprego de fragatas da classe Lupo, a par de submarinos, meios de guarda-costeira e aeronaval, além de destacamentos de operadores especiais do Corpo de Fuzileiros Navais e mergulhadores de salvamento. No total, foram planeados e concretizados mais de trinta e cinco exercícios intertipo, orientados para articular capacidades e melhorar a resposta nos vários domínios da guerra naval.
Fase inicial: preparação, largada e exercícios tácticos
Na primeira fase do treino, foi conduzido um briefing prévio à saída no Centro de Comando da Frota, seguindo-se a largada das unidades para o mar. Neste arranque, executaram-se exercícios tácticos que incluíram a colocação de nadadores de combate, acções de auto-defesa perante ataques de “homens-rã” e simulações de ataque a unidades fundeadas através de mergulhadores de combate.
Coordenação intercomponentes e aumento da exigência operacional
O exercício contemplou igualmente práticas de lançamento de torpedos, controlo aéreo e interdição marítima com inserção de pelotões de combate a partir de helicópteros, evidenciando um elevado nível de coordenação entre os diferentes elementos envolvidos. Em paralelo, realizaram-se manobras de inserção de mergulhadores de salvamento a partir de aeronaves para o mar e saídas de porto sob condições de oposição submarina, elevando o patamar de exigência operacional.
Integração de capacidades e objectivos de prontidão
Ao concentrar, num mesmo ciclo, cenários de superfície, subsuperfície e aeronaval, o Exercício “Aries” permite testar a cadeia de comando, a interoperabilidade entre unidades e a capacidade de conduzir operações em ambientes contestados. A repetição de séries de treino e a avaliação contínua das equipas contribuem para identificar oportunidades de melhoria e consolidar procedimentos comuns entre os vários meios.
Em termos de impacto operacional, este tipo de actividade reforça a capacidade de planear e executar missões de vigilância, protecção e resposta em situações de risco, assegurando que as unidades conseguem actuar de forma coordenada e sustentada. A preparação conjunta de equipas de superfície, submarinos, aviação naval e forças especiais aumenta a rapidez de reacção e a eficácia em cenários complexos.
Por via destes treinos, a Marina de Guerra do Peru reafirma o seu compromisso com a preparação permanente e com a excelência operacional, consolidando forças navais capazes de responder com eficácia aos desafios associados à defesa das águas jurisdicionais.
Créditos das imagens: Marina de Guerra do Peru.
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