Saltar para o conteúdo

A Argentina acordou com os EUA a aquisição de novos modelos e variantes dos veículos blindados 8x8 Stryker.

Veículo militar blindado camuflado com faróis acesos exposto em ambiente interno moderno.

O entendimento alcançado nas recentes reuniões do Ministro da Defesa, Tenente-General Carlos Presti, nos Estados Unidos teve como tema mais visível as diligências para a aquisição de helicópteros Black Hawk. Ainda assim, os contactos e compromissos estabelecidos também deixam aberto o caminho para, num futuro próximo, o Exército Argentino vir a receber novos lotes de viaturas blindadas 8×8 da família Stryker.

Programa VCBR 8×8 Stryker do Exército Argentino: ponto de situação e próximos passos

Depois de concluída a receção do primeiro lote de oito Veículos de Combate Blindados sobre Rodas (VCBR) 8×8 Stryker - na versão M1126, destinada ao transporte blindado de pessoal -, a instituição tem avançado em duas linhas paralelas. Por um lado, decorre a formação de guarnições e de pessoal de apoio para operar a nova plataforma; por outro, mantêm-se em curso as iniciativas administrativas e técnicas com vista à incorporação de partidas adicionais de blindados.

Antes da deslocação do ministro aos Estados Unidos, tinha igualmente sido confirmada a ida de uma comissão técnica a território norte-americano, composta por militares da Direção-Geral de Material do Exército. Entre as finalidades apresentadas, foi indicado que a missão se destina à realização de “atividades técnicas orientadas para o acompanhamento do estado de prontidão, manutenção e sustentação logística de unidades disponíveis no âmbito do programa EDA”.

Nova fase do VCBR 8×8 para integrar mais variantes Stryker

Neste contexto, o que foi comunicado pelo Ministério ganha especial importância, por apontar para o arranque de uma nova etapa do Programa VCBR 8×8 centrada na entrada de outras variantes da família Stryker. A lógica subjacente é a de assegurar uma verdadeira família de viaturas blindadas sobre rodas, capaz de desempenhar diferentes funções nas operações do Exército, em vez de limitar a frota a uma única versão.

Embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais, um dos aspetos sublinhados na reunião com responsáveis norte-americanos foi a intenção de “aumentar a quantidade de viaturas blindadas Stryker e incorporar helicópteros Black Hawk”.

Possível segundo lote: variantes consideradas e enquadramento EDA (Excess Defense Articles)

Até ao momento, não existem dados oficiais mais pormenorizados. Ainda assim, este segundo lote de Stryker poderá reunir cerca de meia centena de viaturas. Conforme referido anteriormente pela publicação Zona Militar, as viaturas de combate avaliadas para esta segunda fase correspondem às versões:

  • M1256 ICVV (transporte de tropa)
  • M1134 ATGM (capacidade anticarro)
  • M1130 CV (posto de comando)
  • M1133 MEV (ambulância)

Importa notar que estes exemplares foram disponibilizados através do programa Excess Defense Articles (EDA). Por esse motivo, a comissão do Exército realizará igualmente as inspeções técnicas necessárias para acompanhar o estado de prontidão, os requisitos de manutenção e a sustentação logística das unidades oferecidas.

Formação, manutenção e integração operacional

A incorporação de novas variantes implica mais do que o aumento de efetivos de viaturas: exige a consolidação de doutrina, treino e procedimentos de manutenção. À medida que a frota se diversifica (transporte, comando, evacuação médica e anticarro), torna-se particularmente relevante garantir que as equipas dominam os sistemas específicos de cada versão e que a cadeia de apoio dispõe de capacidades e ferramentas adequadas para manter níveis consistentes de disponibilidade.

Em paralelo, a criação de um núcleo de sustentação logística - com planeamento de sobresselentes, ciclos de inspeção e rotinas de manutenção preventiva - tende a ser determinante para que a família VCBR 8×8 Stryker cumpra os diferentes papéis previstos e para que as viaturas se mantenham prontas para emprego ao longo do tempo, sobretudo no enquadramento de transferências via EDA.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário