O Governo dos Estados Unidos deu luz verde à venda de um pacote de apoio logístico destinado à frota de caças F-16 e de aeronaves de transporte Hércules C-130H ao serviço da Real Força Aérea da Jordânia. A autorização - comunicada ao Congresso norte-americano para apreciação - acrescenta-se a aprovações anteriores concedidas ao país do Médio Oriente, elevando o valor global do conjunto para 70 milhões de dólares (USD).
Frota actual: F-16AM/BM Block 20 e C-130H
Actualmente, a Real Força Aérea da Jordânia opera vários modelos de aeronaves militares de origem norte-americana, com especial destaque para os F-16AM/BM Block 20. No segmento do transporte, os C-130H mantêm-se como uma capacidade essencial para missões de movimentação de pessoal e carga, assegurando a sustentação das operações e a resposta a necessidades logísticas em diferentes cenários.
Próximo passo: F-16 Block 70 “Viper” na modernização da Real Força Aérea da Jordânia
Em paralelo com a manutenção das plataformas existentes, a Jordânia estará a avançar com a introdução de novas capacidades através da aquisição de F-16 Block 70 de fabrico recente. No total, a Força Aérea jordana prevê receber doze (12) novos Viper. Ainda assim, desde a confirmação da operação em janeiro de 2023, não foram divulgadas informações adicionais, nem por parte da instituição nem do fabricante, sobre o andamento do processo de produção dos caças.
O que inclui a autorização (DSCA) e o valor do pacote
De acordo com informação tornada pública a 19 de março pela Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA), o Governo da Jordânia solicitou aos Estados Unidos a aquisição e disponibilização de um pacote logístico para as plataformas referidas. Este pedido vem complementar uma solicitação anterior avaliada em 49,1 milhões de dólares (USD).
Com a autorização agora concedida, o pacote - composto por peças sobresselentes, componentes, itens rotativos (rotables) e apoio de manutenção - perfaz o montante total de 70 milhões de dólares (USD), tendo como principal fornecedor a S&K Aerospace.
Este tipo de apoio logístico, além de assegurar a reposição de componentes críticos e a realização de reparações, é determinante para reduzir tempos de indisponibilidade e sustentar taxas de prontidão. Na prática, trata-se de um mecanismo que ajuda a manter a frota operacional ao longo do tempo, sobretudo em aeronaves com elevado ritmo de utilização e com cadeias de abastecimento dependentes de prazos internacionais.
Posição do Departamento de Estado e ligação ao CENTCOM
Segundo o Departamento de Estado, “a venda proposta irá melhorar a capacidade da Jordânia para enfrentar ameaças actuais e futuras, tirando partido destas peças sobresselentes e reparações, de modo a manter a disponibilidade operacional das suas aeronaves F-16, C-130 e F-5, garantindo a capacidade para patrulhar eficazmente as suas fronteiras, responder a crises regionais e apoiar os objectivos de segurança do *CENTCOM** na região. A sustentação destas plataformas críticas permite à Jordânia continuar a ser um parceiro fiável no combate ao terrorismo e na promoção da estabilidade regional, componentes essenciais tanto da defesa nacional jordana como das prioridades mais amplas do CENTCOM*”.
A notificação ao Congresso insere-se no procedimento habitual das vendas militares externas dos Estados Unidos, combinando objectivos de segurança regional com a necessidade de assegurar que os operadores dispõem de suporte contínuo para manter aeronaves e sistemas dentro dos parâmetros de missão.
Nota sobre os Northrop F-5 Tiger e a venda ao Brasil
Embora a declaração mencione os Northrop F-5 Tiger, estes aparelhos foram oficialmente retirados de serviço em 2015. Nessa altura, parte de uma frota de 45 caças foi vendida a terceiros, destacando-se a alienação ao Brasil de onze aeronaves: três na versão biplace F-5F e as restantes oito na versão monolugar F-5E. Apesar de ter sido equacionada a modernização e integração destes exemplares, a maior parte do lote - com excepção dos biplaces - acabou por ser utilizada como fonte de peças sobresselentes para sustentar a actual frota modernizada de Tiger II operada pela Força Aérea Brasileira.
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