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Ferrari 12Cilindri e o fascínio intemporal dos motores V12

Carro desportivo vermelho Ferrari estacionado numa sala com chão claro e grandes janelas.

Os motores V12 continuam a ser uma das arquiteturas mais encantadoras do universo automóvel - sobretudo quando vêm de Itália e trazem o emblema da Ferrari. Há qualquer coisa de quase “mágico” na forma como um V12 sobe de rotação, entrega potência e transforma cada aceleração num momento especial.

Mesmo que, hoje, a sua banda sonora esteja mais civilizada do que na era dourada dos grandes atmosféricos, em propostas como o novo Ferrari 12Cilindri o feitiço continua bem vivo.

Ferrari 12Cilindri: V12, Maranello e velocidade de autoestrada

As imagens do vídeo foram registadas a vários quilómetros de Maranello, longe do “quartel-general” da marca. E há um detalhe que ajuda a explicar o cenário: existe mesmo um país onde circular a mais de 300 km/h numa autoestrada pode, em certas condições, ser… legal.

É precisamente aí que a equipa do canal AutoTopNL volta a fazer aquilo em que se tornou referência: procurar o limite real de máquinas de sonho em ambiente de estrada. E quando o protagonista é um Ferrari 12Cilindri, o resultado dificilmente poderia ser outra coisa que não hipnótico - neste caso, com o velocímetro a assinalar uns impressionantes 337 km/h.

O que está sob o capô: 6,5 litros, 830 cv e 9500 rpm

Debaixo do capô encontra-se um V12 atmosférico de 6,5 litros, baseado no bloco que também dá vida ao Ferrari 812 Superfast, mas com uma calibração própria. No total, são 830 cv enviados para as rodas traseiras, com capacidade para esticar até às 9500 rpm - um número que, por si só, já diz quase tudo sobre o carácter deste motor.

Com tração traseira, caixa automática de dupla embraiagem e uma aerodinâmica mais trabalhada, o novo 12Cilindri afirma-se, acima de tudo, como um tributo direto à herança mecânica da Ferrari.

Um tributo moderno - mesmo com um som mais contido

É verdade que já não “berra” como alguns Ferrari V12 de outras décadas. Ainda assim, há um timbre e uma intensidade neste som que continuam a arrepiar, sobretudo quando o motor é levado até à zona alta do conta-rotações. Basta ouvir para perceber que a assinatura está lá.

Num tempo em que as exigências de emissões e ruído apertam cada vez mais o cerco, manter um V12 atmosférico com esta personalidade é também uma declaração de intenções: preservar uma experiência sensorial que dificilmente se replica com outras configurações, por mais rápidas e eficientes que sejam.

E quando se fala de velocidades acima dos 300 km/h, há ainda um lado menos visível mas essencial: estabilidade, pneus, travagem e eletrónica. É a soma de chassis, aerodinâmica e gestão de binário que permite que um automóvel como o Ferrari 12Cilindri não seja apenas veloz, mas também convincente e controlável quando a agulha do velocímetro continua a subir.


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