O regresso do Toyota Celica ao catálogo da Toyota já deixou de ser segredo há algum tempo. Tudo aponta para que o modelo renasça com a designação GR Celica - um nome que, ao que se sabe, já foi registado.
O que continua a alimentar a curiosidade, sobretudo entre os fãs de desportivos, é outro tema ainda mais determinante: há indicações de bastidores de que o novo GR Celica poderá trazer uma solução mecânica nunca antes vista num Celica, com o motor em posição central traseira.
Toyota GR Celica: motor em posição central traseira e uma mudança histórica
Até hoje, o Toyota Celica recorreu sempre a motor montado à frente. No entanto, a revista japonesa Best Car tem vindo a especular que a próxima geração do desportivo poderá adotar uma arquitetura com motor em posição central traseira. Se se confirmar, será a primeira vez na história do modelo que um Celica seguirá esta configuração.
A acontecer, esta opção também poderia marcar uma separação conceptual (ou mesmo um reenquadramento) face ao igualmente aguardado Toyota MR2. A mesma publicação sugere que os dois programas poderão ter sido, em certa medida, concentrados num único desenvolvimento - embora isto permaneça no domínio dos rumores.
Ainda assim, há um detalhe que mantém a expectativa elevada para que ambos avancem: num evento de imprensa em Tóquio, os dois nomes foram referidos, o que reforça a ideia de que Toyota Celica e Toyota MR2 poderão, afinal, chegar ao mercado como projetos distintos.
Também ajuda a este cenário a demonstração feita no Tokyo Auto Salon, onde a Toyota apresentou um protótipo do GR Yaris com motor em posição central traseira e tração integral. Para muitos, este protótipo funciona como uma “mula” de ensaio para o próximo desportivo - quer seja o GR Celica, quer seja um modelo aparentado.
Um ponto adicional a considerar é o impacto que uma arquitetura com motor central pode ter no comportamento: tende a favorecer a agilidade e a distribuição de massas, mas também exige um acerto muito cuidadoso de suspensões e eletrónica para garantir previsibilidade no limite. Num modelo com ambições GR, este equilíbrio será tão importante quanto a potência.
Um supermotor com potência à altura
Independentemente do local onde o motor venha a ser instalado, há maior consenso quanto ao tipo de mecânica previsto para a próxima geração do GR Celica.
Mesmo sem dados finais fechados, a Toyota já deu a conhecer uma futura família de motores a gasolina de quatro cilindros, com duas cilindradas: 1,5 litros e 2,0 litros.
O motor de maior capacidade surge sempre associado a turbo e, nas variantes mais fortes, poderá assumir-se como um verdadeiro “supermotor”. Internamente, os engenheiros da Toyota apontam para valores na ordem dos 400 cv e 550 Nm em automóveis de produção.
Mais recentemente, a fasquia foi colocada ainda mais acima, com referências a 600 cv. Para atingir esse número, foi referido que bastaria recorrer a um turbocompressor de maiores dimensões. A incógnita, porém, mantém-se: até que ponto um conjunto com este nível de desempenho conseguirá cumprir as normas anti-poluição cada vez mais restritivas.
Aqui entra outra dimensão provável - ainda que não confirmada: para compatibilizar performance com emissões, a Toyota pode vir a apostar em soluções de eletrificação parcial (por exemplo, algum tipo de assistência híbrida), sem abdicar do caráter desportivo. Além disso, num modelo GR, permanece em aberto se haverá espaço para uma caixa manual e como a tração integral (já vista no protótipo do GR Yaris) poderá ser adaptada a uma plataforma com motor em posição central traseira.
Quando chega?
À data, ainda não existem protótipos de testes claramente fotografados em estrada, mas vários indícios sugerem que o Toyota GR Celica já estará em ensaios internos e numa fase de desenvolvimento relativamente avançada.
A apresentação do desportivo japonês - com motor à frente ou com motor em posição central traseira - poderá acontecer já em 2026.
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