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Volkswagen ID.2 poderá superar 400 cv com dois super motores

Carro elétrico Volkswagen ID.2 R 400+ azul exposto em espaço moderno com chão refletor.

A esta altura, já é claro que a sigla GTI na Volkswagen não está em vias de desaparecer - e que a vontade de manter viva a emoção dos pequenos desportivos alemães também não. E há muito que deixou de ser segredo que a marca está a preparar um ID.2 GTI, um “Polo” 100% elétrico com uma habitabilidade ao nível de um Golf.

Nos últimos dias, contudo, surgiu um ingrediente que pode apimentar (e muito) esta fórmula. De acordo com a Autocar, a Volkswagen poderá estar a desenvolver um Volkswagen ID.2 R: uma evolução direta do ID.2 GTI já confirmado, mas com um patamar de desempenho claramente acima.

O que torna este cenário particularmente interessante é a hipótese de estrear uma solução técnica inédita na marca, assente em motores elétricos integrados nas rodas traseiras. A ideia aproxima-se bastante do que se fala para um Renault 5 Turbo 3E. Ainda assim, por se tratar de um modelo “R”, tudo indica que o motor dianteiro do GTI se mantém - e, com a ajuda do eixo traseiro eletrificado, o ID.2 R passaria a ter quatro rodas motrizes.

Volkswagen ID.2 R: desempenho noutro campeonato

Uma das grandes vantagens dos elétricos é a facilidade com que se “encontra” potência. No ID.2 GTI, o valor apontado é de 286 cv de potência máxima - um número que já coloca o modelo muito bem posicionado face a rivais como o MINI Cooper SE, o Alpine A290 e o recém-apresentado Peugeot 208 GTI (neste último caso, na prática, quase um empate técnico).

Só que o Volkswagen ID.2 R promete ir muito mais longe. Segundo a Autocar, a potência total poderá ultrapassar os 400 cv, graças à introdução de dois motores elétricos adicionais. E o detalhe decisivo é onde esses motores entrariam: no eixo traseiro, a complementar o conjunto dianteiro já existente.

Com este nível de energia disponível, é fácil antecipar prestações muito sérias, incluindo acelerações 0-100 km/h abaixo dos 4 segundos - valores suficientes para deixar para trás uma fatia considerável dos desportivos que habitualmente povoam o nosso imaginário.

Tecnologia exclusiva para o Volkswagen ID.2 R

A adoção de um sistema com motores integrados nas rodas traseiras pode traduzir-se em ganhos importantes no comportamento: por um lado, potencial redução de peso (dependendo da arquitetura final) e, por outro, uma melhor centralização de massas. Em teoria, estas vantagens podem compensar o aumento de massas não suspensas, uma vez que os motores passam a estar fisicamente integrados nas rodas.

Ainda de acordo com o que é referido pela Autocar, fontes associadas à Volkswagen apontam para uma colaboração com um parceiro tecnológico especializado neste tipo de motores elétricos - mais leves, mais compactos, mas ainda assim muito potentes.

Se a Volkswagen conseguir cumprir este “caderno de encargos”, o ID.2 R poderá atingir um equilíbrio raro: mais potência sem penalizar o espaço interior nem a capacidade da bagageira, algo que representaria uma vantagem relevante face aos concorrentes diretos.

Um benefício adicional desta configuração - e que encaixa na lógica de um “R” - é a possibilidade de uma gestão muito mais fina da motricidade, com controlo independente do binário no eixo traseiro. Na prática, isto abre a porta a um comportamento mais ajustável em curva e a uma tração mais eficaz à saída, sobretudo em pisos com menos aderência.

Vida para além da potência

Para lá das diferenças no sistema de propulsão, é expectável que o Volkswagen ID.2 R receba afinações próprias: alterações no chassis e calibrações específicas nos modos de condução. Não existe, para já, confirmação oficial destes pontos, mas a intenção parece inequívoca: colocar o ID.2 R como referência entre os pequenos desportivos elétricos.

Numa proposta com mais de 400 cv, também fará sentido esperar um trabalho reforçado noutros capítulos - como travões, pneus e gestão térmica do conjunto elétrico - para garantir consistência de performance, sobretudo em utilizações mais exigentes. Num desportivo compacto, manter a repetibilidade das prestações pode ser tão determinante quanto o valor máximo de potência.

Primeiro, o ID.2 “normal”; depois, o “R”

Apesar do entusiasmo em torno do ID.2 R, a prioridade imediata da marca é outra: lançar as versões convencionais do Volkswagen ID.2, com chegada prevista para 2026. Trata-se de um modelo decisivo para sustentar o peso comercial da Volkswagen na Europa, onde a marca tem liderado as vendas de forma consecutiva há várias décadas. Os testes já estão em curso e já circulam as primeiras imagens de um protótipo camuflado.

Se vier a receber luz verde para produção, o ID.2 R não será apenas um exercício de potência. Poderá representar um salto tecnológico relevante para a Volkswagen e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para uma nova fase da linha “R” elétrica da marca alemã.

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