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Tesla enfrenta processo após acidente fatal na Florida

Carro elétrico vermelho Tesla Model S numa sala moderna com janelas amplas e carregador à direita.

O caso teve início em maio do ano passado, em Fort Lauderdale, na Flórida, quando um Tesla Model S conduzido por Barrett Riley - com Edgar Monserratt Martinez como passageiro - se despistou e embateu violentamente num muro a 187 km/h. Na sequência do impacto, o automóvel acabou por se incendiar e, apesar da intervenção no local, os dois jovens não resistiram aos ferimentos.

Na sequência do acidente, um escritório de advogados de Chicago avançou com uma ação judicial contra a Tesla, defendendo que o veículo em causa tinha uma bateria defeituosa instalada pela marca e que essa falha terá sido determinante para que o carro ardesse após a colisão.

Além disso, a Tesla é acusada de ter removido, sem autorização dos pais de Barrett Riley, um limitador de velocidade que tinha sido instalado cerca de dois meses antes do acidente. Esse limitador visava impedir que o Model S ultrapassasse as 85 mph (aproximadamente 137 km/h).

Baterias do Tesla Model S debaixo de mira

O mesmo escritório, que representa a família de Edgar Monserratt Martinez, alega também que a Tesla “não avisou os compradores dos seus modelos sobre a condição perigosa da bateria”. Segundo a acusação, terão sido reportados, pelo menos, meia dúzia de casos em todo o mundo, ao longo dos últimos cinco anos, em que baterias de Tesla Model S se incendiaram após colisões - ou até com o automóvel parado.

Já no ano passado, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos da América (organismo responsável pela investigação de acidentes rodoviários) tinha indicado que estava a analisar este acidente.

Entretanto, a Tesla emitiu um comunicado com a seguinte posição: “Infelizmente, nenhum carro teria suportado um acidente a essa velocidade. O Modo de Limitação de Velocidade da Tesla, que permite aos proprietários restringirem a velocidade e a aceleração, foi introduzido como uma atualização no ano passado em memória de Barrett Riley, que faleceu tragicamente no acidente.”

Para além das questões levantadas em tribunal, este tipo de casos tende a reacender o debate sobre a proteção dos conjuntos de baterias em veículos eléctricos após impactos severos, bem como sobre a forma como são comunicados aos utilizadores os riscos residuais associados a colisões de alta energia.

Também é frequente que investigações e processos desta natureza motivem uma revisão das práticas de segurança, incluindo atualizações de software, alterações de componentes e reforço de recomendações aos condutores - sobretudo em cenários em que a velocidade desempenha um papel crítico no desfecho do acidente.

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