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Portugal entre os países mais caros da Europa para carregar um elétrico

Carro elétrico branco moderno a carregar em estação urbana com edifícios históricos ao fundo.

A procura por automóveis elétricos na Europa tem registado um aumento expressivo este ano. Segundo números divulgados pela ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), até abril, a procura por elétricos subiu 27,9%, atingindo um total de 758 109 elétricos.

Tendo este crescimento em perspetiva, a empresa irlandesa Switcher.ie realizou uma análise para perceber quanto custa carregar um automóvel elétrico em casa em 38 países europeus (ficando de fora a Ucrânia e a Macedónia do Norte, por não existirem dados). A comparação incidiu tanto no preço de um carregamento completo - dos 0% aos 100% - como no custo estimado por cada 100 km.

Custos de carregar um automóvel elétrico em casa: Portugal no ranking

No conjunto dos 38 países avaliados, Portugal aparece mais próximo do grupo dos mais caros, ocupando a 11.ª posição. Em média, carregar em casa fica por 17,14 euros por carregamento completo, o que corresponde a 4,70 euros por cada 100 km.

Carregar em casa? A que custo?

Um dos pontos que sobressai no estudo é que os países com maior taxa de adoção de veículos elétricos tendem, também, a apresentar custos de carregamento mais elevados.

A Alemanha é um exemplo claro: além de ser o maior mercado automóvel europeu, é igualmente onde se vendem mais carros elétricos em termos absolutos. Por lá, um carregamento completo custa, em média, 25,73 euros (7,06 €/100 km). Logo a seguir surge a Dinamarca, com 24,56 euros por carga total (6,74 €/100 km), e a Irlanda, com 24,14 euros (6,62 €/100 km). Estes três países formam o pódio dos mais caros.

Vale também destacar o Chipre: apesar de ser um mercado de dimensão reduzida - com apenas 451 elétricos registados entre janeiro e abril deste ano -, ocupa o 6.º lugar da tabela, com 21,21 euros por carregamento (5,28 €/100 km).

No extremo oposto encontram-se a Turquia, a Geórgia e o Kosovo, onde carregar um elétrico em casa fica abaixo dos cinco euros. Nesses países, paga-se 4,05 euros (1,11 €/100 km), 4,59 euros (1,26 €/100 km) e 4,87 euros (1,34 €/100 km) por carregamento, respetivamente.

Ainda assim, mesmo com os valores apresentados, carregar um automóvel elétrico em casa continua a ser mais barato do que abastecer um automóvel a combustão.

Como foi feito o estudo?

Para chegar ao custo médio de carregamento, a empresa recorreu a dados de uma base de dados de veículos elétricos, utilizando dois parâmetros: a autonomia real e a capacidade útil da bateria. A seleção incidiu sobre os 25 modelos elétricos mais vendidos na Europa no primeiro trimestre de 2025, de acordo com a JATO.

Com esses valores, foi estimado o preço de uma carga doméstica completa, multiplicando a capacidade da bateria pelo preço da eletricidade para uso doméstico em cada país, com base nos dados mais recentes da Eurostat (atualizados a 25 de abril de 2024).

As variações de preço observadas entre países europeus explicam-se por vários fatores, incluindo o tipo de energia predominante (renovável ou não), opções políticas, impostos, subsídios, entre outros.

O que pode fazer variar o custo real em casa

Na prática, o valor final de carregar um automóvel elétrico em casa pode diferir do custo médio estimado, dependendo do contrato de eletricidade e do perfil de consumo. Tarifários com discriminação horária (por exemplo, períodos com eletricidade mais barata) podem reduzir de forma significativa o custo do carregamento completo - dos 0% aos 100% -, sobretudo para quem carrega durante a noite.

Além disso, o consumo por cada 100 km não depende apenas do preço do kWh: fatores como temperatura, tipo de percurso (cidade/autoestrada), pressão dos pneus e estilo de condução influenciam a eficiência. Mesmo entre modelos com baterias semelhantes, diferenças de aerodinâmica e gestão energética podem alterar o custo por quilómetro de forma relevante.

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