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Vaga de furtos de cabos elétricos chega aos Superchargers da Tesla

Homem com colete refletor a inspecionar carregador elétrico Tesla numa área de carregamento ao ar livre.

A vaga de furtos de cabos em postos de carregamento elétrico continua a ganhar dimensão em Portugal e já chegou, também, à rede de Superchargers da Tesla.

Superchargers da Tesla em Fátima atingidos por furtos de cabos

O posto da Tesla em Fátima, que tinha sido recentemente expandido, foi alvo de vandalismo. Segundo uma publicação partilhada esta manhã por Hugo Pinto, administrador do Tesla Club Portugal, ficaram operacionais apenas 12 pontos de carregamento V4 (os mais recentes).

O Tesla Club Portugal é uma associação reconhecida pela marca e, no Facebook, reúne quase 40 mil membros, sendo considerada a maior comunidade Tesla em Portugal.

De acordo com o que foi reportado, foram roubados todos os cabos dos carregadores V2 e ainda vários cabos dos V4. A motivação por detrás destes furtos passa, regra geral, pela venda do cobre presente na construção dos cabos.

Importa recordar que, no início deste mês, a Tesla tinha anunciado a ampliação deste local de 14 para 32 tomadas de carregamento, bem como a abertura do posto a todos os utilizadores de veículos elétricos.

A repetição deste tipo de ocorrências está a gerar preocupação adicional porque, para além dos custos de reparação e reposição, provoca indisponibilidade imediata dos equipamentos e aumenta os tempos de espera em pontos considerados estratégicos para viagens e deslocações de longa distância.

Vaga de furtos

O episódio em Fátima está longe de ser isolado. No final da semana passada, a Iberdrola | bp pulse comunicou que os seus postos em Alcochete e no Barreiro foram vandalizados, criando dificuldades aos utilizadores. A empresa sublinhou o impacto destes atos:

“estes episódios de vandalismo comprometem o acesso ao carregamento numa zona de elevada procura e relevância, com reflexos diretos na mobilidade elétrica na região”.

Até ao momento, a UVE (Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos) refere a existência de situações semelhantes em postos de carregamento na Marateca, Barreiro, Seixal e também em Fátima.

À procura de soluções

Nas redes sociais, multiplicam-se propostas para travar novos furtos de cabos. Uma das medidas discutidas passa por libertar os cabos apenas após confirmação do pagamento, reduzindo a oportunidade de remoção indevida em períodos de menor vigilância.

Outra hipótese, embora menos prática no dia a dia, seria passar a exigir que os próprios utilizadores transportassem os seus cabos, diminuindo a exposição dos postos ao furto, mas sacrificando conveniência e compatibilidade, sobretudo em contextos de carregamento rápido.

Em paralelo, ganham força outras medidas complementares, como reforço de videovigilância, melhoria da iluminação, sensores anti-manipulação e maior coordenação com autoridades locais, de forma a reduzir a recorrência destes incidentes e a proteger a confiança na mobilidade elétrica.

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