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Novo Audi Q3 perdeu um componente que usamos milhares de vezes

Carro Audi Q3 cinza com detalhes em laranja, estacionado em espaço moderno e iluminado.

Embora haja muitos condutores algo “distraídos”, existe um elemento do automóvel que praticamente toda a gente acciona várias vezes por viagem - e que o novo Audi Q3 dispensa por completo: a tradicional haste dos piscas. Para ocupar o seu lugar, a marca apresentou uma solução diferente, baptizada de Módulo de Interruptores Integrado (Integrated Switch Module).

Audi Q3: como funciona o Módulo de Interruptores Integrado

Em vez das habituais duas hastes na coluna de direcção, surge agora uma barra horizontal posicionada atrás do volante, com comandos concentrados nas duas extremidades. À direita ficam as funções associadas à transmissão; à esquerda reúnem-se os controlos dos indicadores de mudança de direcção (“piscas”) e do sistema de limpa-para-brisas.

Pelo que é possível perceber no vídeo divulgado pela própria marca, a lógica de utilização não se afasta muito daquilo a que os condutores já estão habituados. No caso dos piscas, por exemplo, basta deslocar o comando do lado esquerdo para cima ou para baixo, conforme a direcção pretendida.

A mesma peça também gere os máximos: ao puxar o comando, activa-se o sinal de máximos momentâneo (tal como acontece em muitos modelos actuais) e, ao empurrá-lo para a frente, os máximos ficam ligados de forma contínua.

Os restantes botões do conjunto esquerdo destinam-se ao limpa-para-brisas e à escova do óculo traseiro. Um toque permite ligar ou efectuar uma passagem única, enquanto uma pressão mais prolongada acciona os esguichos de lavagem.

Existe ainda um pequeno selector rotativo pensado para ajustar a sensibilidade do sensor de chuva ou para manter as escovas em funcionamento permanente - uma configuração que, na prática, não deverá ser usada muitas vezes.

Com todos estes comandos concentrados do lado esquerdo do módulo, a extremidade direita fica livre para os controlos clássicos da caixa: R, N e D ou S - isto é, marcha-atrás, ponto-morto, condução ou modo desportivo. Na lateral encontra-se o botão para activar a função estacionamento (P).

A mudança para este esquema também tem uma leitura ergonómica: ao reduzir a quantidade de peças salientes junto ao volante, a Audi pretende simplificar a área de condução e tornar o acesso aos comandos mais “limpo”, sem obrigar a procurar botões no próprio volante.

Por outro lado, é natural que exista um curto período de adaptação - sobretudo para quem troca frequentemente de carro -, já que a memória muscular criada pelas hastes tradicionais pesa muito no dia-a-dia. Ainda assim, a ideia da marca parece ser manter gestos familiares, apenas mudando o local e a integração dos controlos.

Vai chegar a mais modelos?

Este módulo é apresentado como uma das grandes novidades da nova geração do Audi Q3. De acordo com a marca de Ingolstadt, se a recepção do público for positiva, a solução poderá vir a ser alargada a outros modelos Audi.

À primeira vista, o conceito aparenta ser mais simples e intuitivo do que alternativas vistas na Tesla ou até na Ferrari, que optaram por concentrar todos - ou quase todos - os comandos no volante.

E isso é relevante por um motivo claro: na proposta da Audi, a forma de utilização não parece diferir de maneira significativa daquilo que a maioria dos condutores já conhece, reduzindo a estranheza inicial e, potencialmente, a curva de aprendizagem.

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