Relatos e fotografias partilhados por observadores locais nas redes sociais indicam que os navios de contramedidas de minas retirados do Médio Oriente pela Marinha dos EUA já chegaram a Filadélfia, onde serão desmantelados de acordo com o planeamento do serviço. Em concreto, as embarcações foram transportadas a bordo do cargueiro M/V Seaway Hawk, que foi fotografado ao entrar na Delaware Bay a 9 de março.
Recorde-se que os navios que a Marinha dos EUA pretende enviar para sucata são o USS Devastator (MCM-6), o USS Dextrous (MCM-13), o USS Gladiator (MCM-11) e o USS Sentry (MCM-3), todos pertencentes à classe Avenger. Estas plataformas foram carregadas no referido navio de carga a 9 de janeiro e faziam parte de uma frota total de 14 unidades, que entrou ao serviço entre 1987 e 1994.
Relembrando, de forma breve, algumas características conhecidas desta classe, cada navio deslocava cerca de 1.300 toneladas e tinha um comprimento de 224 pés (aprox. 68 metros). Quanto à missão principal antes da retirada, centrava-se na deteção e neutralização de minas colocadas por um adversário (incluindo as submersas). Para esse fim, estavam equipados com sonar especializado e com um radar capaz de detetar minas à superfície. A complementar estas capacidades, os navios dispunham de um sistema de varrimento que emitia sinais acústicos e magnéticos para provocar a detonação de certos tipos de minas a uma distância segura, bem como pequenos submersíveis usados para neutralizar ameaças no fundo do mar.
Importa ainda referir que as próximas operações de abate serão realizadas pela empresa Sealift Inc., que já tinha sido contratada pela Marinha dos EUA no ano passado para executar o trabalho por cerca de 7 milhões de dólares. Segundo a Marinha dos EUA, esta decisão está alinhada com os planos de transição para plataformas de combate mais modernas, o que implica redirecionar os recursos antes destinados aos envelhecidos navios da classe Avenger. Nas palavras do United States Naval Forces Central Command (NAVCENT): “These efforts support continued fleet readiness and the responsible transition of legacy platforms, while maintaining operational momentum and mission effectiveness across the maritime domain.”
Por fim, enquanto os Estados Unidos mantêm a sua ofensiva contra o Irão com dois Carrier Strike Groups já destacados na região, importa notar que a força continuará a assegurar capacidades navais de contramedidas de minas no Médio Oriente após a retirada da classe Avenger. Em particular, a Marinha dos EUA afirmou que estas responsabilidades passarão para navios da classe Independence (littoral combat ship) equipados com módulos específicos para este tipo de missão, incluindo um sonar rebocado e novos veículos de superfície não tripulados com os referidos sistemas de varrimento de minas. Como exemplo ilustrativo, vale a pena recordar o destacamento do USS Canberra (LCS-30), que, com estas modificações, foi enviado para o Bahrein em 2025.
Cover image: Andy Wyrick
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