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Força Aérea Argentina avalia a incorporação de aeronaves ligeiras de transporte sanitário

Militar argentino a prestar cuidados médicos a paciente numa ambulância aérea com avião ao fundo.

Com o propósito de continuar a reforçar a sua aviação de transporte, a Força Aérea Argentina planeia integrar pelo menos três aeronaves ligeiras destinadas ao transporte sanitário, aparelhos que passarão a fazer parte do equipamento da II Brigada Aérea. Esta unidade, sediada na cidade de Paraná, opera atualmente os TC-12B Huron, utilizados no Curso de Normalização de Procedimentos para Aviadores de Transporte e também como aeronaves de ligação.

O projecto da Força Aérea, designado “Incorporação de 3 aeronaves ligeiras de transporte sanitário para a II Brigada Aérea”, no âmbito do BAPIN 121678, recebeu em meados de novembro de 2025 uma apreciação satisfatória de formulação e avaliação, de acordo com o relatório de qualificação técnica emitido pela Direção Nacional de Investimento Público. O programa prevê um investimento inicial de 20.000.000.000 de pesos, o que corresponderia a cerca de 13,69 milhões de dólares norte-americanos.

Embora o relatório não apresente mais pormenores, é possível que a Força Aérea esteja a considerar alguma variante da linha Huron / Beechcraft King Air para responder à necessidade identificada. Curiosamente, esta iniciativa decorre em paralelo com a decisão da FAA de não continuar a incorporar TC-12 Huron, um modelo que tem sido fortemente afetado pela ausência de uma estrutura logística sólida por parte da instituição.

Opções para as aeronaves ligeiras de transporte sanitário

Apesar de existirem várias alternativas no mercado, seria lógico que a Força Aérea Argentina optasse por uma solução assente na plataforma King Air / Huron da Beechcraft, de forma a preservar algum grau de compatibilidade com os bimotores já em serviço na II Brigada Aérea. No que respeita à variante militar, são poucos os antecedentes de uma versão do C-12 dedicada ao transporte sanitário, sendo o C-12J um dos exemplos conhecidos.

Caso venha a ser analisada uma opção de fabrico recente, existe como referência a aquisição realizada pela Força Aérea do Peru, que incorporou em outubro de 2024 um King Air 360C, certificado de origem como ambulância. A compra dessa aeronave implicou, na altura, um investimento de 13,3 milhões de dólares norte-americanos.

Ainda assim, o valor do investimento inicial também pode indicar que a Força Aérea estará a ponderar aeronaves usadas para satisfazer a necessidade de três aparelhos ligeiros para transporte sanitário, disponíveis no mercado civil. Em alternativa, poderá estar em estudo a conversão de três dos seus oito Huron para desempenharem esta função.

A escolha final terá impacto direto na disponibilidade operacional da II Brigada Aérea, sobretudo porque uma frota com maior comunhão de componentes tende a simplificar a manutenção, o treino de tripulações e o abastecimento de sobressalentes. Num contexto em que as missões sanitárias exigem resposta rápida e elevada fiabilidade, a capacidade de manter os aviões prontos para descolar em curtos períodos de tempo torna-se um factor decisivo.

Ao mesmo tempo, qualquer solução selecionada terá de equilibrar custo de aquisição, custos de operação e prazo de entrada em serviço. Esse equilíbrio é particularmente importante em plataformas de transporte leve, nas quais a versatilidade da célula pode ser tão relevante quanto a aptidão para operar em missões médicas, ligação ou transporte de pessoal.

Imagem de capa ilustrativa. Créditos: Stavros Niarchos Foundation

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