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Paquistão testa o míssil de cruzeiro Taimoor lançado por um Mirage III

Caça militar a descolar com equipamento de observação e táctica em primeiro plano num deserto.

O míssil de cruzeiro Taimoor reforça a dissuasão convencional da Força Aérea do Paquistão

A 3 de janeiro, a Força Aérea do Paquistão anunciou que realizou um teste de lançamento do novo míssil de cruzeiro Taimoor, desenvolvido pelo complexo militar-industrial do país, recorrendo para o efeito a uma aeronave de combate Mirage III. Segundo o ramo aéreo, o sistema é capaz de atingir alvos a distâncias de até 600 quilómetros e de neutralizar tanto objetivos terrestres como navais, utilizando para isso uma ogiva convencional de alto explosivo.

De acordo com a mesma comunicação, trata-se de um novo míssil equipado com um sistema avançado de navegação e orientação, que lhe permite voar a altitudes muito reduzidas para contornar as defesas que um potencial adversário possa posicionar em torno do alvo. Segundo Islamabad, esta combinação de características “reforça de forma significativa a dissuasão convencional e a flexibilidade operacional da Força Aérea do Paquistão, fortalecendo ainda mais a postura global de defesa do país. O êxito do teste de voo sublinha a maturidade técnica, a inovação e a autossuficiência alcançadas pela indústria de defesa do Paquistão.”

O recente teste de lançamento foi igualmente acompanhado por cientistas responsáveis pelo desenvolvimento do míssil e por altas autoridades militares, entre as quais se destacou a presença do marechal-chefe do ar Zaheer Ahmed Baber Sidhu. Sidhu desempenha atualmente funções como Chefe do Estado-Maior da Força Aérea do Paquistão. Na sequência do sucesso do ensaio, o oficial afirmou que o Taimoor proporcionará ao Paquistão uma capacidade importante de dissuasão convencional, salientando ainda que o projeto é um exemplo claro do progresso alcançado no reforço da indústria de defesa local em nome de uma maior autonomia.

O lançamento do Taimoor surge num contexto em que os sistemas de ataque de precisão lançados por aeronaves ganham cada vez mais relevância, sobretudo por permitirem atingir alvos a partir de distâncias seguras. Este tipo de capacidade reduz a exposição das tripulações e amplia a margem de manobra em cenários de elevada ameaça, ao mesmo tempo que oferece maior versatilidade no planeamento de missões.

Neste contexto, importa recordar que o míssil de cruzeiro Taimoor foi originalmente apresentado em 2022 pela empresa paquistanesa Soluções Industriais e de Defesa Globais (GIDS) e também esteve em exibição na feira internacional de defesa LAAD 2025, realizada no Rio de Janeiro no ano passado. Nessa ocasião, a empresa apresentou uma maqueta à escala no seu stand, onde era possível observar semelhanças com o míssil RAAD-II, utilizado pelo Paquistão no âmbito da sua capacidade de dissuasão nuclear. No mesmo evento, a delegação também exibiu uma ampla gama de munições circulantes da família Blaze (25, 50 e 75), além de revelar os drones Shahpar III da classe de altitude média e longa autonomia e os VANT Beetle.

Créditos da imagem: Força Aérea do Paquistão

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