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Mazda CX-6e: novo SUV elétrico e híbrido de autonomia alargada

Carro elétrico vermelho Mazda CX-5 estacionado em espaço moderno com recarga elétrica e vista urbana ao fundo.

A Mazda continua a reforçar a sua aposta na eletrificação, embora a sua estratégia não se limite aos modelos 100% elétricos. O novo CX-6e - chamado EZ-60 no mercado chinês - é a prova disso: trata-se de um SUV que será comercializado numa versão totalmente elétrica e noutra com motor elétrico associado a um extensor de autonomia a gasolina.

O modelo foi apresentado no Salão Automóvel de Xangai 2025 e nasce da colaboração entre a Mazda e a chinesa Chongqing Changan Automobile, a mesma parceria que já deu origem ao Mazda 6e, modelo que tivemos oportunidade de ver ao vivo.

Mazda CX-6e: design Kodo e identidade própria

Tal como acontece com o Mazda 6e, o novo CX-6e assenta em muitos elementos partilhados com um modelo chinês, o Deepal S07. Ainda assim, a Mazda procurou assegurar que o seu novo SUV tivesse uma linguagem visual própria, algo que já tinha sido antecipado pelo protótipo Arata.

As proporções mantêm-se clássicas e as superfícies continuam limpas, como a linguagem Kodo já nos habituou, mas agora com os traços distintivos da marca japonesa reinterpretados através da iluminação.

Elétrico puro ou Mazda CX-6e com extensor de autonomia

Se o estilo segue uma filosofia claramente japonesa, o mesmo não se pode dizer da base técnica. Construído sobre a plataforma EPA1 do Deepal S07, o Mazda CX-6e será proposto em duas variantes distintas.

A primeira será 100% elétrica e promete até 600 km de autonomia no ciclo chinês CLTC, muito permissivo, provavelmente com uma bateria de 80 kWh. As especificações finais ainda não foram confirmadas, mas tudo indica que serão semelhantes às do Deepal S07. Nesse caso, deverá recorrer a um motor elétrico traseiro com 160 kW (218 cv) ou 190 kW (258 cv).

A segunda versão foi revelada agora em Xangai e mantém a propulsão elétrica, mas acrescenta um extensor de autonomia, à semelhança do MX-30 R-EV. A diferença é que, aqui, o extensor não é um motor Wankel, mas sim um bloco a gasolina de quatro cilindros e 1,5 litros, com 98 cv. Este motor serve apenas como gerador de energia e não está ligado às rodas.

Associado a um motor elétrico traseiro de 190 kW (258 cv) e a uma bateria de 31,73 kWh, este sistema permite superar os 1000 km de autonomia total, dos quais 161 km podem ser percorridos em modo exclusivamente elétrico, sempre segundo o ciclo CLTC.

Num segmento cada vez mais competitivo, esta combinação de autonomia elétrica e grande alcance total pode tornar o CX-6e particularmente interessante para mercados onde a disponibilidade de carregamento rápido ainda não é uniforme. Ao mesmo tempo, a Mazda procura manter a sua imagem de marca emocional, ligando a eficiência da eletrificação a uma experiência de condução mais próxima daquilo que os seus clientes esperam.

Grande por fora e com um ecrã gigantesco no interior

O Mazda CX-6e posiciona-se frente a rivais como o Tesla Model Y, o XPeng G6 e o Ford Mustang Mach-E, apresentando dimensões generosas: 4,85 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,62 m de altura e 2,9 m de distância entre eixos.

No habitáculo, o elemento que mais chama a atenção é o enorme ecrã de 26,4 polegadas com resolução 5K, que concentra praticamente todas as funções do SUV, incluindo o sistema de infoentretenimento e o controlo da climatização. Esta solução poderá não agradar a todos, sobretudo a quem prefere comandos físicos. Importa, ainda assim, lembrar que as imagens divulgadas dizem respeito à versão chinesa, pelo que poderão existir diferenças na variante destinada à Europa.

Os passageiros traseiros também contam com ecrãs próprios para gerir o ar condicionado e o entretenimento. Em opção, o modelo pode receber um sistema de áudio Dolby Atmos 7.1.4 com 23 altifalantes.

Quando chega o Mazda CX-6e?

O Mazda CX-6e será lançado primeiro na China ainda este ano, muito provavelmente em agosto. Depois da apresentação em Xangai, o modelo recebeu mais de 10 mil pré-reservas em apenas 48 horas.

A marca japonesa ainda não confirmou de forma oficial quando é que o SUV chegará ao mercado europeu.

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