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Mercedes-Benz Classe A: ganha mais uns anos de vida

Carro elétrico Mercedes-Benz A-Class Future prateado estacionado em showroom com estação de carregamento ao fundo.

Há já algum tempo que se fala do fim do Mercedes-Benz Classe A, mas a despedida vai demorar mais do que se pensava. Depois de ter apontado 2024 como data de encerramento, a marca de Estugarda já tinha revisto o plano no ano passado e estendido a produção do compacto alemão até 2026.

Agora, esse prazo volta a ser empurrado para a frente. A marca explica a decisão com as vendas fortes na Europa - apesar da quebra registada no primeiro semestre de 2025 - e com a procura ainda discreta por automóveis 100% elétricos. A Mercedes-Benz confirmou que o Classe A continuará em produção, pelo menos, até 2028, sem avançar com uma data final concreta para este ciclo.

Importa lembrar que, se a saída de cena do compacto alemão tivesse acontecido já no próximo ano, o novo CLA e os sucessores do GLA e do GLB assumiriam o papel de porta de entrada da gama Mercedes. Todos serão desenvolvidos com base na nova plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture), preparada para motores elétricos e a combustão.

O objetivo é simples: reduzir a oferta para tornar a gama mais fácil de perceber e eliminar parte da complexidade na hora de escolher um modelo.

“Reduzir a complexidade é uma tarefa fundamental para nós e por isso foi necessário reduzir a família de modelos compactos de sete para quatro neste segmento”.


Markus Schäfer, diretor de tecnologia da Mercedes-Benz

Estratégia para elétricos revista

A extensão da vida comercial do Classe A resulta também da revisão da estratégia da Mercedes-Benz para os modelos 100% elétricos, cuja procura continua longe dos níveis que a marca previa.

Na verdade, apesar de ser um produto de nicho, a marca já reconheceu que o Classe G 100% elétrico foi um “fracasso completo”, com vendas bastante abaixo do esperado.

Mas mesmo os elétricos da marca que deveriam ter maior volume, como o EQE e o EQS, também estão aquém das expetativas. Uma das críticas passa pelo desenho destas propostas, algo que a marca já prometeu alterar para as aproximar mais dos restantes modelos - como mostra o novo CLA, cujo design é praticamente igual (à exceção de alguns detalhes) nas versões a combustão e elétrica.

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