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A Marinha dos EUA prepara-se para integrar, entre os seus novos destruidores Arleigh Burke Flight IIA, o penúltimo.

Marinheiros da marinha a bordo e no cais junto a um navio de guerra americano atracado ao pôr do sol.

Com a chegada ao porto-base da Estação Naval de Norfolk, a 20 de março, o futuro USS Harvey C. Barnum Jr. (DDG-124) ficou a um passo de entrar formalmente ao serviço. O destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke Flight IIA aguarda agora a cerimónia de comissionamento, marcada para 11 de abril de 2026, que assinalará a sua integração plena na frota de superfície da Marinha dos Estados Unidos.

O DDG-124 integra a fase final de produção dos destróieres Flight IIA, uma das variantes mais numerosas e disseminadas da classe Arleigh Burke, há décadas no centro da força de superfície norte-americana. Esta versão trouxe melhorias relevantes face aos modelos iniciais, entre elas capacidade para operar helicópteros, sistemas de combate modernizados e maior aptidão para missões prolongadas.

O último navio desta variante a entrar ao serviço foi o USS John Basilone (DDG-122), em novembro de 2024, tornando-se o 74.º navio da classe e o segundo a receber o nome de John Basilone, em homenagem ao legado do único fuzileiro naval alistado a conquistar a Medalha de Honra e a Cruz da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial.

Neste contexto, o USS Harvey C. Barnum Jr. é visto como um dos últimos exemplares desta configuração, num processo que vai fechando gradualmente a produção Flight IIA. Outras unidades, como o USS Louis H. Wilson Jr. (DDG-126), continuam em construção ou preparação, compondo a reta final antes da transição total para a nova geração.

Tal como os restantes navios da classe, o DDG-124 estará equipado com o sistema de combate AEGIS, o que lhe permitirá cumprir uma ampla variedade de missões, incluindo defesa aérea, guerra antissubmarina e guerra de superfície. Estas capacidades dão-lhe flexibilidade para operar de forma autónoma ou integrado em grupos de ataque de porta-aviões ou forças expedicionárias.

A entrada deste destróier acontece em paralelo com o avanço dos navios Flight III, que representam a evolução mais recente do desenho Arleigh Burke. Estas novas unidades incluem o radar AN/SPY-6, substancialmente mais avançado, reforçando a capacidade de deteção e resposta perante ameaças aéreas e mísseis balísticos em cenários mais exigentes.

Para lá disso, esta transição mostra a estratégia da Marinha norte-americana de manter em serviço plataformas já comprovadas, como os Arleigh Burke, enquanto introduz melhorias tecnológicas para responder aos desafios atuais. Nesse sentido, a continuidade do programa garante tanto renovação como padronização da frota. Olhando para a frente, o USS Harvey C. Barnum Jr. prepara-se para juntar-se a uma marinha que continua a crescer e a adaptar-se a um ambiente estratégico global cada vez mais exigente.

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