No Báltico, a vigilância aérea voltou a dar frutos: hoje, 28 de janeiro, caças EF-18M espanhóis descolaram da Base Aérea de Šiauliai, na Lituânia, para intercetar aeronaves de combate da Marinha russa. As imagens divulgadas pelo Estado-Maior da Defesa espanhol permitiram confirmar que se tratava de caça-bombardeiros Sukhoi Su-30SM2, pertencentes à Aviação Naval russa.
Depois da substituição realizada no segundo semestre pelos Eurofighter do Ala 11, o Exército do Ar e do Espaço de Espanha mantém atualmente destacado na Lituânia um contingente composto por onze caças EF-18M do Ala 15.
Integrado no Destacamento Aerotático “Vilkas” e sediado na Base Aérea de Šiauliai, este dispositivo inclui, além dos referidos aviões de combate, 150 militares e um avião de transporte e reabastecimento A400M do Ala 31. Todos estão empenhados em missões de Polícia Aérea na região do Báltico e no apoio à Operação Centinela Oriental da NATO.
Por seu lado, e no que diz respeito ao episódio divulgado pelo EMAD, o organismo referiu que: “... aviões F-18M do Ala 15, destacados na Lituânia, como parte do destacamento DAT Vilkas, intercetam aviões de caça da Força Aérea russa a voar em águas internacionais, próximas do espaço aéreo aliado”.
Acrescentando que: “Os caças espanhóis identificaram as aeronaves e escoltaram-nas até entrarem no seu espaço aéreo. De seguida, os F-18 regressaram à sua base aérea de Šiauliai sem novidades”.
Também pelas imagens divulgadas foi possível ver a configuração com que os EF-18M espanhóis têm cumprido a missão no Báltico, equipada com mísseis ar-ar IRIS-T de curto alcance e AIM-120 AMRAAM de médio alcance.
Inspeção de duração média dos EF-18M
Antes dos acontecimentos de hoje, o pessoal espanhol destacado em Šiauliai levou a cabo várias tarefas de inspeção e manutenção programada dos caças EF-18M, com o objetivo de assegurar a sua operacionalidade.
Em detalhe, o EMAD explicou que: “... As inspeções de manutenção programada do F-18M realizam-se a cada 100 horas de voo e alternam inspeções de curta duração (H1) com inspeções de média (H2) e longa duração (H3), segundo o programa estabelecido. De forma progressiva, em cada uma dessas inspeções aumenta o nível de complexidade técnica”.
Acrescentando que: “Durante os quase dois meses desde que o Ala 15 iniciou o seu destacamento para constituir o DAT ‘Vilkas’ na Lituânia, foram realizadas quatro inspeções H1 e uma H2, que se destaca pela complexidade técnica que implica. Com isso, foi gerado um potencial de 500 horas de voo de F-18M, o que minimiza o impacto que os destacamentos no exterior podem ocasionar na frota”.
*Fotografias: Estado-Maior da Defesa.
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