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O Comando do Teatro Oriental do Exército Popular de Libertação (PLA) da China confirmou, esta semana, o desdobramento de meios navais e aéreos. A operação destinou-se a acompanhar e a monitorizar a fragata neerlandesa HNLMS De Ruyter (F804) durante a sua passagem pelo Estreito de Taiwan. A movimentação voltou a expor a fricção diplomática e a vigilância apertada numa área-chave do Indo-Pacífico.
Segundo o porta-voz do comando chinês, o Coronel Sénior Xu Chenghua, as forças chinesas seguiram o navio da Marinha Real dos Países Baixos ao longo de todo o percurso. Ainda assim, Pequim optou por não indicar que navios ou aeronaves de patrulha estiveram directamente envolvidos na missão.
Acompanhamento chinês da fragata no Estreito de Taiwan
Após prosseguir para norte, a HNLMS De Ruyter (F804) atravessou o Estreito de Taiwan, facto que, de acordo com o comando chinês, levou à activação imediata dos procedimentos de alerta das suas forças. O episódio insere-se no padrão de monitorização intensa que tem marcado a região.
Tensões no Mar do Sul da China
Na sua declaração oficial, o comando chinês afirmou que o helicóptero embarcado da fragata terá violado o espaço aéreo local a partir de 27 de maio. Segundo Pequim, a aeronave entrou ilegalmente na área sobre as Ilhas Xisha - designação usada pela administração chinesa para as Ilhas Paracelso - uma zona do Mar do Sul da China que é alvo de vigilância constante por parte do governo chinês.
“As tropas do Teatro Oriental permanecem em alerta máximo em todos os momentos“, declarou o Coronel Sénior Xu Chenghua, referindo-se às missões de inteligência. Depois do alegado incidente com o helicóptero, a HNLMS De Ruyter manteve o rumo previsto e continuou a navegar conforme o plano, culminando na passagem pelo Estreito de Taiwan.
Missão da HNLMS De Ruyter (F804) no Indo-Pacífico
A presença da HNLMS De Ruyter (F804) na área integra uma missão internacional previamente programada, com uma duração aproximada de cinco meses, com destino ao Indo-Pacífico. O governo dos Países Baixos já tinha anunciado este plano, apontando como objectivo o reforço das ligações com parceiros locais. Em paralelo, a participação europeia procura também contribuir para a segurança marítima nas rotas comerciais asiáticas.
Capacidades da Fragata HNLMS De Ruyter
Ao longo do mês de maio, o navio neerlandês realizou uma escala logística planeada no porto de Kochi, na Índia. De seguida, a guarnição participou num exercício de passagem (PASSEX) com a Marinha Indiana, antes de retomar a viagem oficial rumo a leste. A plataforma opera como uma fragata de defesa aérea e de comando da moderna classe De Zeven Provinciën.
Em termos de sensores, dispõe de sistemas avançados, incluindo o radar de longo alcance SMART-L e o radar multifunção APAR, concebidos para detectar ameaças a grande distância. O armamento inclui o sistema de lançamento vertical Mk 41, mísseis superfície-ar SM-2 e ESSM, bem como mísseis antinavio Harpoon. A bordo encontra-se ainda um canhão Oto Melara de 127 mm, e o navio transporta um helicóptero naval NH90 NFH.
Até ao momento, o governo neerlandês não apresentou uma resposta oficial detalhada às acusações avançadas pelo comando militar de Pequim. Analistas internacionais aguardam para perceber se os Países Baixos irão confirmar pormenores do itinerário ou se a China divulgará novas imagens dos meios utilizados. Face ao actual quadro de segurança global, a continuação da missão da HNLMS De Ruyter (F804) deverá exigir acompanhamento permanente.
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