+
Adiciona-nos aos favoritos no Google
Porque fazê-lo? Assim, recebes as últimas novidades da Zona Militar diretamente no teu feed do Google.
Ensaios do míssil RudraM-II pela Força Aérea da Índia
Conforme tem sido noticiado nos últimos dias, a Força Aérea da Índia realizou testes ao novo míssil RudraM-II, concebido para armar os caças Su-30MKI e, dessa forma, reforçar as suas capacidades de ataque ao solo. A instituição indicou que as avaliações permitiram confirmar o desempenho desta nova arma em condições extremas de lançamento, sublinhando que o míssil conseguiu manter os seus sensores a funcionar correctamente ao longo de toda a trajectória e atingir o alvo designado com “precisão milimétrica”.
Ao aprofundar o tema, importa referir que os ensaios foram acompanhados de perto pela Organização de Investigação e Desenvolvimento de Defesa (DRDO), que instalou um conjunto significativo de sensores ao longo do Campo de Testes Integrado de Chandipur para recolher o máximo de dados possível sobre o comportamento do míssil. Depois de reunida, a informação foi encaminhada para um centro de controlo, onde se validou que todos os objectivos definidos para a campanha de testes tinham sido cumpridos, assinalando mais um marco no processo de integração do RudraM-II.
Desenvolvimento nacional e cadeia industrial do RudraM-II
Relativamente ao próprio sistema, a imprensa local na Índia tem destacado que o programa integra uma das várias apostas do país para avançar na autonomia em matéria de armamento, uma orientação que vem sendo mantida ao longo dos últimos anos. Em termos concretos, trata-se de um míssil ar-solo desenvolvido integralmente pelo Centro de Investigação Imarat, localizado na região de Hyderabad, com colaboração estreita da DRDO e dos diversos laboratórios que integram a sua estrutura - incluindo, nessa lista, o Laboratório de Investigação e Desenvolvimento de Defesa.
A estes intervenientes soma-se ainda a participação da Hindustan Aeronautics Limited e de outros actores industriais indianos, cuja contribuição permitiu consolidar a cadeia de fornecimento local necessária ao projecto.
Na sequência dos ensaios do míssil RudraM-II, efectuados a partir de um dos referidos Su-30MKI, o ministro da Defesa da Índia, Rajnath Singh, saudou o avanço e felicitou a rede de entidades nacionais envolvidas. Nas suas palavras: “este logro refleja la creciente madurez de las tecnologías de defensa autóctonas y contribuye significativamente al objetivo del país de lograr la autosuficiencia (Aatmanirbharta) en sistemas de armas avanzados.”
Modernização da Força Aérea da Índia após a Operação Sindoor
É relevante notar, neste ponto, que a Força Aérea da Índia tem estado particularmente focada na modernização das suas capacidades nos últimos meses, sobretudo após o fim da chamada Operação Sindoor, que colocou a Índia em confronto com o vizinho Paquistão há pouco mais de um ano. Neste contexto, a instituição sublinhou os progressos na aquisição de novas aeronaves de combate, mais concretamente 114 caças Rafale de origem francesa, dos quais cerca de 92 seriam produzidos em território nacional.
Para além de novas armas e plataformas, os planos de modernização têm igualmente incluído novas formas de operar. Como noticiámos no final de Abril, a Força Aérea da Índia conseguiu realizar com sucesso exercícios destinados a testar a utilização de estradas como pistas improvisadas, envolvendo aeronaves Jaguar, Mirage 2000 e Su-30MKI. Trata-se de um dado relevante, até porque a tendência tem vindo a tornar-se mais frequente noutras regiões do mundo, sendo um exemplo recente o treino realizado por caças F-35B da Força Aérea Italiana na Finlândia.
Imagens utilizadas a título ilustrativo
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário