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JGSDF envia três helicópteros V-22 Osprey para Futenma, Okinawa, no Resolute Dragon 2026, com voos para Miyako e Ishigaki

Soldados junto a um mapa em pista com dois aviões militares Osprey estacionados atrás.
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A Força Terrestre de Autodefesa do Japão (JGSDF) vai deslocar três helicópteros V-22 Osprey para a Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em Futenma, Okinawa, assinalando a primeira vez que estas aeronaves japonesas irão operar a partir de uma base norte-americana na ilha. O envio está previsto para o final de junho, no âmbito do Exercício Resolute Dragon 2026, e inclui voos planeados para Miyako e Ishigaki - dois pontos-chave no sudoeste do Japão, numa zona de crescente sensibilidade estratégica pela proximidade a Taiwan.

Segundo informação recolhida junto de diferentes fontes, esta deslocação deverá também representar a primeira operação japonesa do Osprey em Miyako, situada a cerca de 350 quilómetros a nordeste de Taiwan. Embora o movimento esteja inserido num exercício bilateral, o elemento central é a geografia: o Japão está a colocar uma das suas plataformas mais críticas de mobilidade aérea nas ilhas que fazem a ligação entre Okinawa e o extremo sudoeste do arquipélago.

Esta presença do V-22 Osprey pode ainda ser entendida como parte do esforço japonês para robustecer a capacidade de resposta nas Ilhas Nansei, cadeia que se estende de Kyushu e Okinawa até Miyako, Ishigaki e Yonaguni - esta última a uma distância muito curta de Taiwan. Para Tóquio, a região ganhou centralidade no planeamento defensivo devido à atividade militar chinesa no Mar da China Oriental, à pressão sobre Taiwan e às disputas em torno das ilhas Senkaku/Diaoyu.

Um exercício com os EUA como enquadramento

Como referido, a deslocação integra o Resolute Dragon 2026, que deverá reunir cerca de 7.300 militares japoneses e 2.300 militares norte-americanos, com enfoque na defesa de ilhas, integração ar-terra, logística e protecção do espaço marítimo. As actividades vão decorrer em várias áreas de Okinawa e Kyushu, incluindo zonas de Kagoshima, Kumamoto, Saga e Oita, além de movimentos em direcção a Miyako e Ishigaki.

Do lado dos Estados Unidos, Futenma é já uma base habitual para operações com Osprey: o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA mantém esquadrões equipados com MV-22B, utilizados em missões de assalto aéreo, transporte táctico e apoio a forças destacadas.

Histórico do Osprey japonês

O Japão foi o primeiro cliente internacional do V-22 Osprey, tendo adquirido 17 aeronaves com o objectivo de aumentar a mobilidade das suas forças em ilhas remotas. As primeiras entregas começaram em 2020, com operações inicialmente sediadas em Kisarazu, na província de Chiba, num contexto de atrasos políticos e de resistência local relacionada com a segurança do sistema e com o seu futuro destacamento em Saga. Em concreto, estas aeronaves destinavam-se a apoiar uma Brigada Anfíbia de Desdobramento Rápido, criada para responder a contingências em ilhas remotas e reforçar as defesas.

Um desdobramento com um histórico sensível

A operação do Osprey em território japonês envolve também uma dimensão política e de segurança. Em novembro de 2023, um CV-22B Osprey da Força Aérea dos EUA caiu ao largo de Yakushima, levando à suspensão temporária das operações das frotas americana e japonesa. Desde então, cada deslocação desta aeronave tem sido alvo de escrutínio apertado, não só do ponto de vista operacional, mas também em matéria de segurança.

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