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Suécia vai comprar 12 JAS-39 Gripen E para substituir 16 Gripen C/D doados à Ucrânia

Dois pilotos militares de farda verde apertam as mãos em frente a caças estacionados numa pista de aeroporto.

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Doação de 16 Gripen C/D à Ucrânia

A Suécia vai avançar com a compra de mais caças JAS-39 Gripen E para compensar os aparelhos Gripen C/D previstos para transferência para a Ucrânia, reforçando em simultâneo a modernização da Força Aérea Sueca e as capacidades de aviação de combate de Kyiv com meios ocidentais.

A decisão tornou-se pública depois de o Governo sueco ter confirmado formalmente a doação de dezasseis caças Gripen C/D à Ucrânia, durante uma visita do Presidente Volodymyr Zelensky à Suécia. A futura entrega constitui mais um contributo europeu relevante para fortalecer a Força Aérea Ucraniana no contexto da guerra em curso com a Rússia.

Substituição com 12 Gripen E e aumento da frota sueca

Segundo Johan Hjelmstrand, secretário de imprensa do ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, Estocolmo pretende repor os aviões doados através de um novo pacote de aquisição. “Para os 16 Gripen C/D que serão doados, está planeada uma aquisição de substituição através da compra de 12 Gripen E para a Força Aérea”, afirmou. Hjelmstrand esclareceu ainda que “alguns Gripen D fazem parte da doação, os restantes são Gripen C”, detalhando a composição do lote de aeronaves destinado à Ucrânia.

Com esta encomenda adicional, o total planeado de Gripen E na Suécia passará a 72 aeronaves. O país já tinha encomendado 60 caças Gripen E à Saab em 2013, no âmbito de um programa de modernização de longo prazo para substituir gradualmente as aeronaves de gerações anteriores actualmente em serviço operacional.

Transição ucraniana para caças ocidentais e cooperação industrial no Reino Unido

A futura transferência de Gripen C/D representa mais uma etapa na transição da Ucrânia para plataformas de aviação de combate de fabrico ocidental. Desde o início do conflito, Kyiv tem vindo a assegurar progressivamente a entrega de caças avançados por parceiros alinhados com a NATO. Entre os casos mais relevantes contam-se os F-16 fornecidos pelos Países Baixos, Dinamarca e Noruega, sendo também esperado que a Bélgica contribua com aeronaves à medida que esses países continuam a substituir as suas frotas pelo F-35A. A França juntou-se igualmente ao esforço com a entrega de caças multifunções Mirage 2000-5.

Neste enquadramento mais amplo, a Suécia prepara-se para ser mais um país europeu a disponibilizar aeronaves de combate de primeira linha à Ucrânia, enquanto acelera a sua própria transição para a variante mais capaz Gripen E. Em comparação com o Gripen C/D, o modelo de nova geração integra melhorias substanciais em aviônica, sistemas de radar, capacidades de guerra electrónica e integração de armamento.

Segundo relatos, responsáveis ucranianos encaram a cooperação em curso como um possível caminho para uma futura aquisição de até vinte novos caças Gripen E/F para a Força Aérea Ucraniana. Em paralelo, o Ministério da Defesa do Reino Unido indicou recentemente que 30 percent dos futuros Gripen E/F destinados à Ucrânia seriam fabricados no Reino Unido, ao abrigo de um acordo que envolve a Saab e os Estados Unidos.

De acordo com as autoridades britânicas, o arranjo industrial deverá sustentar aproximadamente 5,000 postos de trabalho e envolver mais de 50 empresas locais integradas na cadeia de fornecimento do Gripen. O acordo inclui ainda um investimento de quase £100 million em instalações da Saab localizadas em Fareham, alargando a participação industrial britânica na produção de futuras aeronaves potencialmente destinadas à Ucrânia.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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