EDGE e Marinha do Brasil avançam na proteção cibernética da Força Naval
Durante a LAAD Security 2026, realizada em São Paulo, a EDGE e a Marinha do Brasil assinaram, esta terça-feira (14), um Memorando de Entendimento destinado a reforçar as capacidades de proteção cibernética da Força Naval. A assinatura foi acompanhada no local pela Zona Militar.
O acordo define as bases para uma cooperação em áreas técnicas, operacionais e logísticas, com enfoque na avaliação e no desenvolvimento de soluções orientadas para a cibersegurança em contextos de interesse estratégico da Marinha.
Entre os principais eixos do entendimento está a criação de um conceito operacional para a implementação de uma unidade estratégica de defesa cibernética, bem como o desenvolvimento de ferramentas destinadas à monitorização e à proteção de redes e sistemas críticos.
A iniciativa inclui ainda o aperfeiçoamento da segurança das tecnologias operacionais utilizadas em ambientes marítimos, um ponto particularmente sensível perante a crescente digitalização dos sistemas embarcados e das infraestruturas navais.
Outro aspeto relevante do acordo é o investimento em treino e formação de pessoal, com enfoque na criação de capital humano especializado na proteção de ativos cibernéticos e no enfrentamento de ameaças no domínio digital.
Nos últimos anos, a defesa cibernética consolidou-se como um dos pilares centrais da segurança nacional, sobretudo devido à dependência crescente de sistemas interligados nas operações militares e na proteção de infraestruturas críticas.
No ambiente naval, este desafio ganha ainda maior dimensão, uma vez que a continuidade das operações depende de sistemas capazes de assegurar comunicações, navegação e comando com elevados níveis de fiabilidade. Nesse contexto, a resiliência cibernética torna-se determinante para preservar a prontidão operacional e reduzir vulnerabilidades.
A cooperação entre indústria e força militar também é vista como um acelerador para a adaptação de soluções às exigências específicas do meio marítimo. Ao integrar conhecimento tecnológico com experiência operacional, a parceria pode contribuir para respostas mais rápidas, mais robustas e alinhadas com as necessidades de soberania e de proteção nacional.
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