Operação combinada no Pacífico reforça a interoperabilidade entre a Marinha dos EUA e as Forças Armadas do Equador
F/A-18 Super Hornets do porta-aviões USS Nimitz, da Marinha dos EUA, integraram exercícios ao lado de aeronaves de ataque A-29 Super Tucano da Força Aérea Equatoriana no âmbito da iniciativa Southern Seas 2026. O treino juntou operações aéreas e marítimas com o objetivo de aprofundar a interoperabilidade entre a Marinha norte-americana e as Forças Armadas do Equador, fazendo parte da agenda de cooperação associada à última missão do navio antes da sua retirada de serviço. A atividade decorreu no Oceano Pacífico e integrou um programa regional concebido para elevar a coordenação operacional entre os países participantes.
Durante o exercício, um A-29 Super Tucano equatoriano, tripulado pelo tenente Diego Morán e pelo major Antonio Pavón, voou em formação com um F/A-18E Super Hornet da esquadra Peneireiros, do Esquadrão de Caça e Ataque (VFA) 137, pilotado pelo tenente-comandante David Blanchard. As manobras aéreas realizaram-se em 8 de abril de 2026, num ambiente marítimo multinacional, e incluíram procedimentos de comunicações, aproximação e operações de voo tático. Este tipo de prática permite às duas forças aperfeiçoar capacidades e consolidar protocolos conjuntos para cenários reais.
Mais do que um simples treino de coordenação, esta integração em espaço aéreo e marítimo serve para uniformizar métodos de trabalho entre tripulações que podem vir a operar em contextos de crise ou de apoio humanitário. Ao simular padrões de comunicação e de manobra em condições próximas das de uma missão real, os militares ganham confiança mútua e reduzem o risco de erros operacionais quando têm de atuar em conjunto.
O exercício esteve associado à operação multinacional Southern Seas 2026, que privilegia a troca de experiências entre unidades navais, aéreas e da guarda costeira na região. Nesta deslocação participaram unidades da Marinha do Equador, da Guarda Costeira do Equador e da Força Aérea Equatoriana, integrando procedimentos de vigilância marítima, operações aéreas combinadas e destacamentos coordenados. O principal objetivo foi reforçar a capacidade regional de resposta a ameaças transnacionais e melhorar os mecanismos de cooperação interinstitucional.
O USS Nimitz (CVN-68), porta-aviões nuclear e navio-chefe da sua classe, acolheu durante a operação delegações civis e militares equatorianas, bem como responsáveis diplomáticos dos EUA. A visita das autoridades permitiu avaliar em conjunto o progresso da cooperação bilateral e observar os exercícios integrados realizados em 7 de abril. Estas atividades fortalecem a relação estratégica em matéria de segurança marítima entre ambos os países e complementam as operações aéreas levadas a cabo no dia seguinte.
Entre os presentes esteve o Encarregado de Negócios dos EUA, Lawrence Petroni, que sublinhou a relevância da relação bilateral. “Os Estados Unidos são o principal parceiro estratégico do Equador na cooperação em segurança. Em conjunto, combatemos inimigos comuns, como o crime organizado transnacional, que não reconhece fronteiras e exige respostas coordenadas no mar e em terra”, afirmou. A operação reforçou o compromisso mútuo de avançar com exercícios combinados e de manter a coordenação operacional na região.
A presença do Nimitz nesta fase final de serviço dá também um peso simbólico acrescido à missão. Ao servir de plataforma para exercícios conjuntos com parceiros sul-americanos, o porta-aviões encerra a sua carreira operacional com uma demonstração prática da relevância da diplomacia de defesa e da cooperação naval no Pacífico oriental.
Imagens obtidas a partir do DVIDS.
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