Há novidades de peso na coleção do Museu do Caramulo: entrou agora para o acervo permanente um dos modelos mais raros e avançados da Ferrari, o LaFerrari. No total, saíram apenas 499 exemplares da versão coupé, produzidos entre 2013 e 2016. Houve ainda uma variante descapotável, o Aperta, limitada a 210 unidades.
Mais do que exclusivo, o LaFerrari ficou também na história da marca de Maranello por ter sido o primeiro supercarro da Ferrari a recorrer a um sistema híbrido inspirado na Fórmula 1.
Batizado HY-KERS, esse sistema juntava dois motores elétricos que reforçavam o desempenho do motor térmico. O resultado era uma potência máxima combinada de 963 cavalos, entregue às 9250 rpm.
Com esse conjunto, o LaFerrari conseguia prestações impressionantes. Falamos de menos de três segundos para chegar aos 100 km/h e de quase sete segundos para ultrapassar os 200 km/h. A velocidade máxima passava os 350 km/h.
Esta expressão da engenharia de Maranello não se destacava apenas pela mecânica. Trazia também aerodinâmica ativa e um chassis em fibra de carbono, pensados para assegurar uma rigidez e distribuição de peso quase perfeitas, bem como um comportamento dinâmico muito próximo do dos modelos de competição.
Coleção permanente do Museu do Caramulo
Um dos 499 Ferrari LaFerrari passa agora a integrar a coleção permanente do Museu do Caramulo, já conhecida por reunir vários clássicos e superdesportivos.
Para quem aprecia Ferrari, engenharia automóvel ou simplesmente carros em geral, há aqui mais um excelente pretexto para voltar ao Museu do Caramulo. Enquanto isso não acontece, pode sempre vê-lo neste vídeo.
A unidade agora exposta passa a integrar uma das coleções mais completas do país, com arte, brinquedos antigos e dezenas de automóveis e motos. Segundo o comunicado do museu, “a entrada do LaFerrari surge integrada nesta visão de curadoria abrangente, mas também apaixonada pelo universo motorizado.”
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