“Não tenho a certeza de que a Tesla ainda exista daqui a 10 anos. É uma empresa inovadora, mas acabará por ser ultrapassada pela eficiência da BYD”, afirmou Carlos Tavares, ex-diretor executivo da Stellantis, numa entrevista ao jornal francês Les Echos, durante a apresentação do seu novo livro Un Pilote au Cœur de la Tempête.
As palavras do antigo responsável da Stellantis surgem num contexto em que a fabricante chinesa de elétricos continua a ganhar terreno à Tesla. Até setembro, a BYD já tinha vendido 1,61 milhões de veículos 100% elétricos em todo o mundo, acima dos 1,21 milhões registados pela marca de Elon Musk.
Tavares destacou ainda que a BYD é mais eficiente e mais competitiva em custos do que a Tesla, além de ter levantado dúvidas sobre o nível de envolvimento de Musk na construtora norte-americana.
“Não podemos excluir que, em determinado momento, Musk decida abandonar a indústria automóvel para se dedicar a robôs humanóides, à SpaceX ou à Inteligência Artificial”, disse Tavares.
A declaração chega numa altura em que a Tesla se prepara para votar um novo pacote salarial para Elon Musk, que poderá valer até um bilião de euros (1 000 000 000 000) em ações, caso a empresa cumpra determinados objetivos. A proposta, inicialmente aprovada em 2018 e anulada pelo tribunal em 2024, volta agora à discussão, entre dúvidas sobre o rumo da marca e o papel do seu líder.
Ainda assim, Tavares mantém um tom de cepticismo quanto ao futuro da Tesla. “A queda do valor de mercado da Tesla será colossal porque esta avaliação é simplesmente estratosférica”, concluiu. Até ao momento, nem a Tesla nem Elon Musk comentaram as declarações do antigo dirigente da Stellantis.
Para além da sua visão sobre a Tesla, Carlos Tavares também antecipa a separação da Stellantis, o gigante automóvel criado por si - saiba mais pormenores.
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