Com a União Europeia (UE) a mudar a forma de calcular as emissões de CO₂ - passando a média a ser apurada ao final de três anos (2025, 2026 e 2027), em vez de ano a ano - vários dos emission pools já anunciados ficaram em pausa.
Foi precisamente o caso da aliança que a Stellantis, a Toyota e a Subaru tinham equacionado com a Tesla para cumprir as metas de emissões da UE em 2025. Segundo declarações entregues à Comissão Europeia, as três marcas deixaram a decisão em aberto para uma avaliação posterior.
A descida das metas de CO₂ na UE, que em 2025 fixou a média anual da indústria em 93,6 g/km até 2030, levou muitos fabricantes a concluir que será quase impossível cumprir os limites sem recorrer aos elétricos, cujas vendas têm ficado aquém do esperado. O não cumprimento pode traduzir-se em multas que podem chegar aos 15 mil milhões de euros.
Os emission pools existem precisamente para reduzir esse risco. Ao associar-se a um fabricante com excedente de créditos de carbono, um construtor em incumprimento consegue “partilhar” as emissões e baixar a probabilidade de sofrer penalizações.
Para a Tesla, que só vende veículos elétricos e não precisa de se preocupar com metas de emissões, a venda de créditos de carbono representa uma fonte de receita relevante. Em 2025, a marca norte-americana encaixou 1,99 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) com esta prática. Ainda assim, a saída de parceiros como a Stellantis e a Toyota pode vir a alterar este quadro.
Apesar de ter anunciado que não fará parte do agrupamento da Tesla em 2026, a Stellantis deixou a porta entreaberta: “poderemos aderir mais tarde ao longo deste ano”. Já a Toyota, que detém 21% da Subaru, disse à Reuters que ainda é “muito cedo para confirmar se precisarão de um agrupamento”, tendo até dezembro para decidir.
Outras marcas, como Ford, Mazda, Suzuki e Honda, mantêm, para já, a intenção de integrar um emission pool com a Tesla no próximo ano.
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