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Em 2026, a NVIDIA vai aumentar os preços: as placas gráficas ficarão muito mais caras.

Homem com auscultadores a analisar preços crescentes de placas gráficas enquanto vende componentes de hardware usados.

Os jogadores de PC estiveram pouco tempo a respirar de alívio: depois de meses de relativa estabilidade, volta a instalar-se o receio de uma nova subida forte no preço das placas gráficas.

Durante vários meses, as gráficas mantiveram-se surpreendentemente estáveis, enquanto portáteis, RAM e outro hardware já iam encarecendo sem grande pausa. Essa folga está agora a desaparecer. A NVIDIA avisou oficialmente os seus parceiros de que os custos da memória gráfica vão aumentar - e isso acaba por empurrar todo o mercado para outra ronda de aumentos.

Was genau NVIDIA intern angekündigt hat

A informação vem de uma nota interna que chegou à redação da Benchlife, revista do sector. Nela, a NVIDIA fala do fim iminente de contratos de fornecimento para chips de memória, em particular GDDR6 e GDDR7, usados nas GPUs de gaming atuais e nas que aí vêm.

A NVIDIA mantém o preço oficial do chip da GPU, mas passa a cobrar muito mais pela memória gráfica associada.

Pode parecer um detalhe técnico, mas o impacto vai diretamente para o preço final nas lojas. Hoje, a memória é um dos componentes mais caros numa placa gráfica moderna. Quanto mais gigabytes de VRAM a placa tiver, mais esta nova estrutura de custos pesa.

E há outro ponto sensível: internamente, há já algum tempo que circula a hipótese de as GPUs serem entregues mais vezes como chips “nus”. Nesse cenário, ASUS, MSI, Gigabyte e outras marcas teriam de comprar toda a memória por conta própria - ao preço de mercado e sem condições especiais. Isso transfere ainda mais risco para os parceiros de placa.

Warum die Kosten gerade jetzt explodieren

A explicação está no mercado da memória. Os fabricantes de DRAM e GDDR ajustaram produção e investimento à procura dos últimos anos. Ao mesmo tempo, áreas como IA, centros de dados e gaming topo de gama puxam cada vez mais por memória rápida e em maiores quantidades.

  • Os custos de produção dos chips de memória modernos estão a subir de forma clara.
  • Os contratos antigos, com condições mais baratas, começam a expirar no início de 2026.
  • Os fabricantes preferem alocar capacidade a segmentos com margens mais altas, como servidores.

O resultado já se sente: portáteis com muita RAM estão mais caros, em alguns casos até 20 por cento, e os kits de RAM standard custam bastante mais do que há um ano. As gráficas tinham ficado um pouco protegidas desta tendência graças ao escoamento progressivo dos stocks com memória “antiga”. Agora essa almofada está a acabar.

Hersteller drehen an der Preisschraube

O Commercial Times de Taiwan escreve que os parceiros de placa já quase não têm margem para absorver mais custos. A MSI terá sido uma das primeiras a subir preços em dezembro nos novos modelos RTX 50. Segundo a mesma fonte, Gigabyte e ASUS preparam ajustes semelhantes.

Assim que os stocks antigos se esgotam, os fabricantes passam a calcular com a nova base de memória, mais cara - e isso aparece logo nas etiquetas nas lojas.

Na Europa, a tendência já se nota: sobretudo nas placas com 16 GB de VRAM ou mais, os aumentos são fortes. Em muitas lojas, surgem acréscimos entre 15 e 20 por cento. Não se trata apenas de modelos NVIDIA; as Radeon da AMD também estão a entrar no mesmo patamar de preços.

Nas Radeon RX 9000, os retalhistas relatam subidas na ordem dos 10 aos 18 por cento, dependendo do modelo e da configuração de memória. Ou seja, um acesso barato à gama alta está cada vez mais raro.

Grüne sparen Speicher, rote setzen auf volle Leistung

A pressão obriga os fabricantes a escolher caminhos estratégicos bem diferentes. Quem inclui mais memória tem de contar com custos de material mais altos - e acaba mais depressa em valores que muitos jogadores já não estão dispostos a pagar.

NVIDIA-Partner: Weniger VRAM, dafür niedrigere Einstiegspreise

No lado da NVIDIA, os parceiros estão sobretudo a apostar mais em modelos com 8 GB. Na gama média, em séries como RTX 5060 e RTX 5060 Ti 8 GB, essa capacidade volta a estar no centro da oferta.

  • As placas de 8 GB continuam a ser acessíveis para muitos jogadores.
  • Menos memória reduz o risco de ficar com stock caro por vender.
  • O marketing volta a focar-se mais em “suficiente para 1080p” do que em “máximo em 4K”.

Isto pode funcionar para quem joga sobretudo em Full HD e só quer uma experiência simples. Mas quem procura texturas mais pesadas, ray tracing e resolução 1440p ou 4K começa a bater mais vezes no teto dos 8 GB - com quebras, carregamentos tardios e cortes na qualidade pelo caminho.

AMD: Mehr VRAM als Verkaufsargument – mit Risiko

A AMD segue uma rota diferente. Os “vermelhos” continuam a dar destaque a placas com 16 GB de VRAM, sobretudo modelos XT no segmento mais forte. No papel, a proposta é apelativa: mais memória, maior longevidade e desempenho sólido em jogos exigentes em VRAM.

A desvantagem é clara: precisamente estes modelos são os que mais sofrem, em percentagem, com a subida dos preços da memória. Uma placa com o dobro da memória não custa apenas um pouco mais a produzir - custa bastante mais, e esse acréscimo acaba por recair no comprador.

So hart trifft die Entwicklung PC-Spieler wirklich

Muitos leitores perguntam: isto quer dizer que todas as gráficas vão ficar 20 por cento mais caras? Provavelmente não de forma tão uniforme em todos os segmentos. A subida mais forte deve atingir os modelos novos ou acabados de produzir, sobretudo os que trazem mais VRAM.

Segmento Tamanho típico de VRAM tendência atual
Entrada 6–8 GB aumento ligeiro a moderado
Gama média 8–12 GB subida bem sentida, sobretudo em novas revisões
Gama alta / topo de gama 16–24 GB em alguns casos 15–20 % mais, consoante o modelo

Quem já tem uma placa competente não precisa de entrar em pânico. Muitas GPUs atuais ainda aguentam bem gaming em 1080p e 1440p durante os próximos anos. O problema está em quem andava a poupar para fazer um upgrade e descobre agora que a placa desejada subiu para uma faixa de preço bem mais alta.

Wann ein Kauf noch sinnvoll ist – und worauf Sie achten sollten

A grande questão passa pelo momento certo para comprar. O conselho clássico do tipo “espera pela próxima geração” aplica-se aqui apenas em parte, porque as novas séries já vão ser calculadas com os custos de memória mais altos.

Há algumas regras simples que ajudam:

  • Promoções atuais em modelos com muito VRAM e produção antiga podem compensar, enquanto houver stock em liquidação.
  • Quem joga sobretudo em Full HD pode escolher de forma consciente modelos de 8 GB e poupar dinheiro.
  • Para 1440p e 4K, mais VRAM continua a ser importante - quem poupa aqui arrisca-se a pagar depois com menos detalhe ou menos FPS.
  • Vale a pena acompanhar os preços: em fases de procura mais fraca, as lojas baixam valores mesmo com custos de compra mais altos.

Há ainda outro detalhe que muitos esquecem: alguns motores de jogo são bem mais eficientes na forma como usam memória do que outros. Títulos competitivos, como shooters, costumam correr bem com menos VRAM, enquanto jogos open world recentes ou produções AAA single-player mais pesadas enchem rapidamente vários gigabytes. Quem joga sobretudo eSports pode, por isso, admitir mais facilmente um corte na memória.

Warum VRAM heute so stark über die Zukunftsfähigkeit entscheidet

VRAM (Video RAM) é a memória instalada diretamente na placa gráfica, onde ficam texturas, dados de geometria e resultados intermédios. Ao contrário da RAM do sistema, não pode ser aumentada depois. A quantidade vem fixa com a placa.

Quanto maior a resolução, a qualidade das texturas e o uso de ray tracing, mais VRAM é preciso. Quando a memória enche, a GPU tem de recorrer a caminhos muito mais lentos, como a RAM normal ou até o SSD. Isso gera micro stutter, quedas de frame rate e efeitos de carregamento pouco limpos.

Visto assim, a subida do preço da memória tem um efeito duplo: não só encarece certos modelos, como também empurra mais jogadores para configurações com VRAM mais apertada - e, portanto, para máquinas que atingem o limite mais depressa.

Quem está a pensar trocar de placa gráfica nos próximos um ou dois anos deve olhar menos para números soltos de teraflops ou para slogans de marketing e prestar muito mais atenção à memória instalada. Numa fase em que cada gigabyte extra está a ficar bem mais caro, é esse detalhe que pode fazer a diferença entre uma placa aguentar três anos com folga ou começar a frustrar demasiado cedo.

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