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Nada trava o carro elétrico Xiaomi: lançado em 2024 e já lucrativo em 2025

Carro elétrico branco Xiaomi YU7 estacionado em piso interior com cidade ao fundo ao pôr do sol.

O braço automóvel da Xiaomi, embora só tenha arrancado em 2024, já conseguiu dar lucro pela primeira vez.

O que há pouco tempo parecia apenas uma aposta ambiciosa já está a transformar-se num caso de sucesso. A marca, conhecida em todo o mundo pelos smartphones, começou a vender veículos elétricos na China em 2024 e, nos primeiros nove meses, ultrapassou as 130 000 unidades vendidas. Para este ano, a Xiaomi espera ainda uma forte aceleração. E não é só nas vendas que a evolução é clara: a atividade já entrou em terreno positivo do ponto de vista financeiro.

A empresa acabou de apresentar os resultados do terceiro trimestre e anunciou que, pela primeira vez, a sua atividade automóvel registou um trimestre positivo. Mais concretamente, o segmento que inclui o carro elétrico, a IA e outras novas iniciativas gerou uma receita trimestral de 29 mil milhões de yuans, o equivalente a mais de 3,5 mil milhões de euros, além de um lucro que ronda os 85 milhões de euros.

O novo SUV vende muito bem

Este bom desempenho deve-se a um forte aumento das vendas, já que durante o trimestre a marca vendeu um número recorde de veículos, ultrapassando as 100 000 unidades. E, nos três primeiros trimestres do ano, as vendas já superam as 260 000 unidades.

Recorde-se que a Xiaomi entrou no setor automóvel com a gama SU7. Mas, hoje, a marca também tem um SUV chamado YU7. E este modelo está a fazer furor na China, ao ponto de, em outubro, ter sido o SUV mais vendido na China continental, em todas as categorias.

De qualquer forma, para a Xiaomi, o facto de os seus veículos terem gerado lucros pela primeira vez assinala o início de uma nova fase. A marca continua, além disso, a expandir a sua rede de distribuição na China e já pondera comercializar veículos elétricos noutros países, incluindo na Europa, embora isso ainda vá demorar.

A Xiaomi faz um bom trimestre

No geral, a Xiaomi voltou a fazer um trimestre sólido. As receitas totais da empresa, no terceiro trimestre, ascenderam a 113,1 mil milhões de yuans, o equivalente a mais de 13 mil milhões de euros. Trata-se de uma subida de 22,3% em termos homólogos. O lucro líquido ajustado da empresa também aumentou de forma expressiva, com uma subida de 80,9%.

E o negócio dos smartphones continua em alta. De facto, pelo 21.º trimestre consecutivo, a Xiaomi manteve-se como o terceiro maior interveniente mundial em volume de envios.

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