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Teste ao SEAT Tarraco 2.0 TDI 150 cv DSG Xcellence

Automóvel SUV verde Seat Tarraco DSG estacionado em showroom moderno com piso cinzento.

Há um ano, o destino - ou, mais provavelmente, o calendário de ensaios da Razão Automóvel - quis que eu voltasse a pegar no SEAT Tarraco. E, tal como da primeira vez, era o 2.0 TDI de 150 cv no nível de equipamento Xcellence.

Ainda assim, não estava tudo igual ao Tarraco com que tinha convivido há cerca de 12 meses. Neste intervalo, o SUV espanhol recebeu um discreto restyling.

Dessa atualização resultaram pequenas alterações de detalhe e, sobretudo, um habitáculo que trocou vários comandos físicos por superfícies táteis, ao mesmo tempo que passou a contar com um novo sistema de infoentretenimento, mais atual.

Mas houve uma diferença ainda mais relevante: desta vez, o 2.0 TDI surgia associado a uma caixa automática DSG de sete relações, o que levanta inevitavelmente a questão: será uma escolha melhor do que a transmissão manual?

Descanso ao pé esquerdo

Depois de ter confirmado o quão «feliz» era a combinação entre o 2.0 TDI de 150 cv e a caixa manual de seis velocidades, parti com curiosidade para praticamente mil quilómetros ao volante da versão com caixa automática.

Logo nos primeiros quilómetros, passados num teimoso pára-arranca de hora de ponta, a DSG mostrou a sua utilidade. Com controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo e função pára-arranca, o Tarraco tornou-se particularmente agradável nestas condições, chegando a parecer que se «conduzir sozinho».

Com o trânsito finalmente a aliviar, a DSG voltou a confirmar os pontos fortes que já lhe conhecia noutros modelos do Grupo Volkswagen. Suficientemente rápida, destaca-se principalmente pela suavidade e pela forma como se ajusta «como uma luva» ao estilo de condução e ao modo selecionado.

No modo «Eco», a caixa empenha-se não só em manter o motor perto das 2000 rpm, como também, sempre que apanha uma descida, prefere deixar o Tarraco «andar à vela».

Já em «Desportivo», a lógica inverte-se: as mudanças são alongadas para tornar a condução mais viva e aproveitar por completo os 150 cv do 2.0 TDI. No modo «Normal», por sua vez, o conjunto fica mais ponderado - nem tão virado para a performance nem tão focado na eficiência - e a DSG entrega «o melhor de dois mundos».

O resultado é um SEAT Tarraco muito simples de conduzir, mesmo em ambiente urbano. Ainda assim, é fora das localidades que este SUV se sente como «peixe na água» e onde as suas capacidades de bom estradista surgem com mais evidência.

Confortável e (muito) espaçoso, o Tarraco convida a «devorar» quilómetros, como os modelos Diesel bem afinados sabem fazer. O motor permite manter ritmos de cruzeiro mais elevados e «despachar» ultrapassagens com a facilidade que se espera de um topo de gama.

A facilidade de condução tem preço?

Perante as vantagens da caixa automática, surgiu-me uma dúvida óbvia: será que esta comodidade se paga em consumos?

Depois de muitos quilómetros ao volante do SUV espanhol - e, curiosamente, em percursos muito semelhantes aos realizados com a versão de caixa manual - a resposta foi clara: também na vertente da eficiência a DSG se mostrou uma opção muito competente.

Durante o ensaio, as médias ficaram próximas das registadas com a unidade de transmissão manual: cerca de 6,5 l/100 km em estrada e pouco acima de 7,5 l/100 km em cidade (7l/100 km no caso do manual).

Quando procurei mesmo explorar o lado mais poupado do Diesel, em modo «Eco» e num percurso pela lezíria ribatejana, a média desceu para uns contidos 5,6 l/100 km - um valor digno de nota, sobretudo tendo em conta tratar-se de um SUV de dimensões generosas.

E, melhor ainda, praticamente igual ao que tinha conseguido em condições equivalentes com o Tarraco 2.0 TDI equipado com caixa manual.

É o ~~carro~~ SUV certo para si?

As virtudes do SEAT Tarraco não se esgotam no motor e na transmissão. Tal como já tinha referido anteriormente, este é um modelo bem equipado, confortável e (muito) espaçoso, com argumentos claros para figurar na lista de quem procura um SUV familiar.

Quanto à mecânica, o 2.0 TDI de 150 cv volta a provar que, em propostas de vocação mais estradista, os motores Diesel continuam a fazer todo o sentido. E, quando combinado com a DSG, torna o Tarraco particularmente fácil de conduzir e económico.


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