Na primavera, quem passeia por centros de jardinagem encontra por todo o lado pequenos “campos” de lavanda em versão miniatura, com tons violeta a chamar a atenção. E sim, a lavanda é um clássico quando se fala de insetos. Ainda assim, nos antigos jardins de subsistência, muitas vezes havia outra herbácea perene em primeiro plano: uma variedade de sálvia resistente, duradoura, que dispensa sistemas de rega - e que, em jardins secos, é vista como uma estrela discreta para os polinizadores.
Porque é que antigamente se escolhia sálvia e não apenas lavanda
Em muitos quintais e jardins rurais de outros tempos, as gerações mais velhas plantavam uma sálvia específica e persistente mesmo junto à horta e às árvores de fruto. Não era por acaso, mas por conhecimento acumulado: onde esta planta se instalava, o zumbido e o burburinho mantinham-se ao longo de todo o verão.
O que torna esta sálvia tão atrativa para os polinizadores
A explicação está no formato das flores. As inflorescências surgem em espigas e cada flor tem uma estrutura tubular, como pequenos “tubos”.
Flores em espiga e “tanques” de néctar
Na prática, estas flores funcionam como minúsculos reservatórios de néctar para:
- abelhas selvagens,
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