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Jonathan Andic, herdeiro da Mango, em liberdade após caução de 1 milhão de euros no caso Isak Andic

Homem de fato a caminhar sério com papéis na mão, rodeado por jornalistas e câmaras em frente a edifício.

Jonathan Andic, herdeiro do grupo Mango, ficou em liberdade depois de pagar uma caução milionária. O processo mantém-se em investigação, enquadrado como suspeita de homicídio, na sequência da morte do empresário Isak Andic, ocorrida em dezembro de 2024.

A morte de Isak Andic continua a marcar a atualidade em Espanha e a envolver uma das famílias empresariais mais influentes da Catalunha. Esta terça-feira, Jonathan Andic evitou a prisão preventiva ao cumprir a caução de um milhão de euros fixada pela juíza responsável pelo caso.

Detenção e ida aos tribunais de Martorell

Na manhã desta terça-feira, o filho mais velho do fundador da Mango foi detido pelos Mossos d'Esquadra na sua residência e conduzido aos tribunais de Martorell. Chegou algemado e acompanhado pelas autoridades. A investigação judicial permanece aberta por suspeitas de homicídio.

Audição, pedido do Ministério Público e medidas impostas

Durante a audição perante a magistrada, Jonathan Andic respondeu apenas às questões colocadas pelo seu advogado, Cristóbal Martell, numa sessão com cerca de hora e meia. No final, o Ministério Público solicitou prisão passível de caução no valor de um milhão de euros, bem como a apreensão do passaporte, a proibição de abandonar Espanha e a obrigação de apresentações semanais no tribunal.

De acordo com a Imprensa espanhola, Jonathan Andic tem rejeitado desde o início qualquer envolvimento na morte do pai, assegurando que se tratou de um acidente.

A queda fatal em Montserrat

Isak Andic morreu a 14 de dezembro de 2024, após uma queda de aproximadamente 150 metros na zona de Les Feixades, um trilho de montanha em Montserrat, perto das grutas de Salnitre. O percurso, classificado como de dificuldade média, inclui troços sem proteção ou vedação.

Naquele momento, Jonathan Andic estava com o pai. Segundo o depoimento prestado às autoridades nesse mesmo dia, o empresário caminhava alguns metros à frente quando ouviu o som de pedras a desprenderem-se. Ao olhar para trás, afirmou ter visto o pai a precipitar-se pela encosta.

A inexistência de testemunhas diretas e o facto de não terem sido ouvidos pedidos de socorro ou sinais de movimentos suspeitos levaram os investigadores a aprofundar as diligências. O telemóvel de Isak Andic também caiu para a ravina e foi recuperado pelas equipas de resgate, juntamente com os restantes pertences do empresário.

As autoridades espanholas admitiram, numa fase inicial, que eventuais incoerências no relato do filho poderiam estar associadas ao estado de choque provocado pela tragédia. Ainda assim, os Mossos d'Esquadra prosseguiram a recolha de testemunhos junto de familiares e de pessoas próximas do fundador da Mango, incluindo a então companheira do empresário, Estefanía Knuth.

Um dos aspetos que, alegadamente, terá chamado a atenção dos investigadores foi o facto de Jonathan Andic ter ligado primeiro à companheira do pai antes de contactar os serviços de emergência através do 112.

Isak Andic era apontado como o homem mais rico da Catalunha e uma das personalidades mais influentes do setor da moda em Espanha. Criou a Mango nos anos 80 e fez da marca um império internacional com presença em dezenas de países.

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