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Roberto Martínez comenta caso Kroupi e explica ausência de Ricardo Horta antes do Mundial

Homem sentado numa mesa ao ar livre com equipamento de futebol e esquemas táticos, num campo de futebol ao fundo.

Na sequência da conferência de imprensa em que foram anunciados os eleitos para o Mundial, António Salvador, presidente do Braga, divulgou um comunicado em tom crítico devido à não chamada de Ricardo Horta - um assunto sobre o qual Roberto Martínez voltou a pronunciar-se.

Roberto Martínez e as reações dos presidentes

O selecionador nacional sublinhou que encara com normalidade as posições públicas dos dirigentes e frisou que procura manter distância emocional no processo. "Respeitar todos os presidentes. É normal. Eu tenho a capacidade de ser neutro. Preciso de tomar decisões difíceis, mas já falei que é um processo. Não é uma decisão emotiva ou intuitiva. São decisões profissionais e com muita responsabilidade", afirmou, acrescentando que, para algumas funções, existem jogadores mais rotinados e melhor integrados nas dinâmicas pretendidas.

Opções de convocatória e concorrência na seleção

Roberto Martínez enquadrou a ausência de alguns nomes com a concorrência direta no plantel e com o peso de quem já tem estatuto consolidado. "O Rodrigo Mora, o Pedro Gonçalves e o Ricardo Horta não entram na seleção porque há um João Félix, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Trincão que estão a ser importantes e já têm papel na seleção", lembrou, apontando ainda que "Matheus Nunes é essencial e dá equilíbrio" numa posição de lateral considerada particularmente exigente.

O técnico explicou também que procurou falar previamente com vários atletas antes da lista ser tornada pública, por uma questão de respeito e de clareza interna. "É uma questão de respeito. O jogador do balneário da seleção tem um compromisso exemplar. Quando há um que tenho dúvida, é melhor ligar antes de ver a convocatória na seleção. Falei com sete. Ainda não falei com o Paulinho por causa da diferença horária, mas vamos falar. Nós trabalhamos com transparência".

Caso Kroupi, estatuto no Mundial e recuperação de Rúben Dias

Sobre o dossiê Kroupi, Roberto Martínez confirmou que existiram aproximações e destacou o trabalho de antecipação da Federação. "Existiram e fico contente porque o nosso departamento da Federação está à frente das notícias. Tentámos antes do estágio de março. O importante é acompanhar os jogadores que podem vestir a camisola e os que querem. Neste caso, o Junior queria jogar pela França. E respeitamos".

Já a olhar para a participação no Mundial, o selecionador voltou a recusar o rótulo de favorito para Portugal, apesar do momento positivo. "Estou a praticar muitas palavras em português, mas favoritismo para Portugal no Mundial ainda não. (...) O torneio não é só ter talento e jogar bem, mas é também o aspeto psicológico. Só uma que já ganhou pode ser favorita. Nós queremos a pressão, não há problema, mas 'candidato' talvez seja a melhor palavra para descrever o bom momento que estamos a viver. O espírito merece que todos sonhem, candidato também, mas favorito não".

A menos de um mês do arranque do Campeonato do Mundo, Martínez referiu que a evolução de Rúben Dias lhe dá bons indicadores, embora tenha reforçado a confiança no grupo como um todo. "Na final de 2016, o capitão não estava no relvado para ganhar a final. Isso acontece. O balneário cria dinâmica de acreditar. O talento é fantástico, mas ainda são mais importantes os valores da equipa. Todos podem ganhar jogos por Portugal", concluiu.

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