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Dois adeptos do F. C. Porto obrigados a apresentações diárias após agressão a agente da PSP à civil nos Aliados

Polícia a caminhar entre dois jovens com camisolas e cachecóis de futebol azuis e brancos numa rua com movimento.

Festejos do F. C. Porto nos Aliados e a agressão ao agente da PSP

Dois adeptos suspeitos de terem agredido um agente da PSP à civil durante a celebração do título de campeão nacional de futebol do F. C. Porto, na Avenida dos Aliados, ficaram sujeitos à obrigação de se apresentarem diariamente às autoridades. Além disso, Vítor Aleixo e um elemento dos Super Dragões foram proibidos de entrar em qualquer recinto desportivo ou de participar em manifestações desportivas de qualquer natureza.

Detenção na noite de 16 de maio na Avenida dos Aliados

A detenção ocorreu na noite de sábado, dia 16 de maio, nos Aliados. De acordo com a informação conhecida, Vítor Aleixo, de 53 anos, e outro homem, de 26, integrariam um grupo de adeptos que se colocou em cima de uma paragem de autocarro para conseguir ver melhor os jogadores do F. C. Porto.

Populares terão alertado o grupo para o facto de existirem mulheres e crianças por baixo da cobertura da paragem, mas, ainda assim, os dois suspeitos não terão acatado o aviso.

Perante o risco, um polícia à civil apercebeu-se da situação e tentou demovê-los. Em resposta, terá sido insultado e recebido com hostilidade. Mesmo depois de se identificar como agente da PSP, a tensão não diminuiu e, segundo a suspeita, Vítor Aleixo e outro adepto agrediram-no com socos no rosto. Agentes que se encontravam nas imediações aperceberam-se do sucedido e foram para o local.

Medidas de coação e proibições determinadas pelo juiz

Vítor Aleixo e o outro adepto acabaram detidos. Passaram duas noites nas celas de retenção e foram ouvidos na segunda-feira por um juiz de instrução. Nesse dia foram libertados, uma vez que não foram requeridas medidas restritivas de liberdade. Estão indiciados pelos crimes de resistência e coação sobre funcionário e ofensas à integridade física qualificada.

Esta terça-feira, o juiz Pedro Miguel Vieira determinou, para ambos, a medida de coação de apresentações diárias às autoridades e, como medida acessória, a interdição de acesso a recintos desportivos e a manifestações desportivas de qualquer natureza. Foi ainda imposta a proibição de contactos com todos os intervenientes nos factos.

Condenado na Operação Pretoriano

Em julho de 2025, Vítor Aleixo, 53 anos, foi condenado a dois anos e dez meses de prisão, pena suspensa na execução, no âmbito do processo da Operação Pretoriano. Esse processo incidiu sobre um plano destinado a intimidar e coagir sócios do F. C. Porto numa Assembleia-Geral realizada em novembro de 2023.

O coletivo de juízes considerou-o culpado, em coautoria com os restantes arguidos - incluindo o ex-líder da claque Super Dragões, Fernando Madureira - de quatro crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um crime de ameaça simples, um crime de coação simples e um crime de ameaça agravada. Em fevereiro deste ano, o Tribunal da Relação do Porto reduziu a pena para dois anos e sete meses de prisão.

Entre outros ilícitos, Vítor Aleixo já tinha sido condenado por duas vezes por resistência e coação sobre funcionário, bem como por duas vezes por tráfico de droga, tendo chegado a cumprir pena efetiva de prisão por estes crimes.

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