Manuel Machado e Álvaro Magalhães participaram num inquérito do JN sobre as 27 opções de Roberto Martínez para o Mundial 2026. Entre os temas mais debatidos estiveram a inclusão de Samu Costa e Rafael Leão, bem como as ausências de Paulinho, Palhinha e Ricardo Horta.
No Mundial 2026, Portugal terá pela frente Congo, Uzbaquistão e Colômbia na fase de grupos, perante uma equipa que ambiciona chegar longe. Os dois treinadores analisam a convocatória.
Há equilíbrio com cinco laterais, cinco médios e dois pontas de lança?
Manuel Machado: Nos últimos anos, Portugal tem contado - e continuará a contar - com 30/35 futebolistas de alto nível, todos com condições para serem chamados, o que torna naturais as discordâncias. Sobre esses números, visto de fora, parece-me existir algum excesso no caso dos laterais, até porque há ainda Tomás Araújo, que também entra nas contas para essa posição no Benfica.
Álvaro Magalhães: Não me parece. Há setores com escolhas a mais, de forma evidente. Qual é a necessidade de levar quatro guarda-redes? Além disso, dos cinco laterais convocados, quatro são laterais-direitos de origem. Também considero que há extremos em demasia entre os avançados; preferia prescindir de um e chamar mais um ponta de lança. No fim, acaba por ser uma convocatória que desequilibra o ataque.
No seu entender, quem foi, para si, a maior surpresa na convocatória?
Manuel Machado: O médio Samu Costa, que não conheço assim tão bem. Surge um pouco fora do padrão das escolhas do selecionador, tal como Gonçalo Guedes; neste caso, porém, ele tem a vantagem de poder jogar em várias posições e até ser encarado como opção para ponta de lança.
Álvaro Magalhães: Rafael Leão. Teve uma época desastrosa e não está em boa forma, mas o selecionador insiste quase sempre nas mesmas referências na frente. Na minha perspetiva, quem termina a temporada em melhor momento é que deveria ser selecionado.
Dos que ficaram de fora, há alguém que devia ter sido chamado?
Manuel Machado: Com Cristiano numa fase menos vigorosa do que noutros tempos e com Gonçalo Ramos a somar poucos minutos, creio que faria sentido integrar mais um finalizador. Nesse contexto, Paulinho, que tem realizado um excelente percurso no México, poderia ter sido opção.
Álvaro Magalhães: Para mim, a grande surpresa é a ausência de Palhinha. Tem sido presença habitual no lote de convocados, está a fechar a época em bom plano e oferece características diferentes das dos médios chamados. Ricardo Horta também deveria constar na lista, porque voltou a fazer uma grande temporada. Preferia-o a ele em vez do Félix.
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