O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, afirmou este sábado que identifica como principais adversários “os socialismos e os populismos”, distanciando-se de correntes que pretendam transformar o PSD - parceiro de coligação - num alvo político, algo que considera fora do normal.
Nuno Melo e os adversários do CDS-PP: socialismos e populismos
"Poderá haver quem entenda que fazendo do PSD o adversário e ajudando o socialismo e os populismos, se está a bater forte no peito e a trazer um grande serviço para o país", disse Nuno Melo, para sublinhar que esse não será o rumo que defenderá no Congresso do partido, que hoje começou em Alcobaça.
À chegada ao encontro, o líder centrista insistiu que, dentro de uma coligação, não faz sentido hostilizar quem está do mesmo lado. "O que seria profundamente anormal seria numa coligação termos o CDS a combater o parceiro [o PSD], afirmou o presidente do partido em declarações à chegada ao Congresso, reforçando que os seus adversários são "os socialismos e os populismos".
Congresso em Alcobaça e continuidade do caminho desde Guimarães
Na leitura de Nuno Melo, o CDS apresenta-se agora no Congresso "muito melhor do que esteve em Guimarães", [onde foi eleito, em 2022]. Ao longo dos dois dias de trabalhos, tenciona propor aos congressistas "a continuação desse caminho [que foi feito]" que, segundo o próprio, devolveu o poder ao espaço político de centro-direita, recolocou o CDS no parlamento e resultou num esforço que tem vindo a melhorar de forma significativa a vida de todos.
"Não somos muleta"
O presidente do CDS-PP classificou como falsa e "profundamente injusta" a "conversa da diluição" na coligação com o PSD. Recusou a ideia de que o partido funcione como muleta e assegurou que os centristas não receiam concorrer sozinhos.
O líder - e recandidato à liderança - argumentou que o PS apenas deixou a governação "porque o PSD e o CDS deram as mãos através da AD" e sustentou que o CDS foi determinante no desfecho eleitoral. "A diferença foi de pouco mais de 30 mil votos e sabemos que o CDS no seu pior momento teve resultados próximos de 100 mil votos, então nós sabemos que de facto o CDS foi uma parte relevante desta equação, foi por causa do CDS também que o poder político passou dos socialismos para o espaço político de centro-direita", defendeu. "Isto não foi por favor e nós não somos muleta", frisou.
Na primeira intervenção perante o congresso - que decorre entre hoje e domingo, em Alcobaça - o presidente do CDS-PP e ministro da Defesa Nacional respondeu aos críticos que têm alertado para a diluição do partido na coligação com o PSD. "Essa conversa da diluição não é só falsa, eu sinceramente considero-a profundamente injusta para quem todos os dias dá tudo de si para afirmar o CDS num contexto que é difícil", afirmou.
Nuno Melo voltou, por isso, a afastar a hipótese de fazer do PSD um adversário. Garantiu também que o "CDS não tem medo de ir a votos, o CDS nunca teve medo de ir a votos" e recordou que já se apresentou a eleições "muitas vezes sozinho".
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