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Trump acredita que os EUA vão trazer Cuba para o lado de Washington após visita da CIA a Havana

Homem observa programa político na televisão antiga, com bandeiras de Cuba ao fundo.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse estar convencido de que conseguirá aproximar o Governo de Cuba de Washington, depois de o diretor da CIA ter realizado uma deslocação a Havana.

Declarações de Donald Trump à Fox News sobre Cuba

Numa entrevista à estação norte-americana Fox News, emitida na sexta-feira, Trump foi questionado sobre a possibilidade de Cuba se alinhar com os EUA, e não com a China. A resposta foi: "Penso que lhe vamos a volta".

O republicano aproveitou ainda para destacar o papel do chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana, quando interrogado sobre a atuação de Washington em relação à ilha.

Visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana

Trump mostrou-se também confiante de que será possível limitar a influência de rivais globais sobre Cuba, numa pergunta relacionada com a ida a Havana, na quinta-feira, do diretor da agência de informações dos Estados Unidos, a CIA, John Ratcliffe.

Segundo um comunicado da CIA, Ratcliffe viajou até à capital cubana para manter conversações diretas com responsáveis do Ministério do Interior e com dirigentes dos serviços de informação da ilha.

De acordo com a mesma nota, os encontros abordaram assuntos ligados à cooperação em matéria de inteligência, à segurança regional e à situação económica de Cuba, num quadro de tensões persistentes entre Washington e Havana.

A visita incluiu reuniões com o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e também com Raúl Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro (que liderou Cuba entre 2008 e 2018) e conselheiro de segurança do regime de Havana.

Apesar de nunca ter exercido funções governativas, Raúl Rodríguez Castro foi guarda-costas do avô e, mais tarde, liderou o equivalente cubano ao Serviço Secreto.

A CIA referiu que John Ratcliffe transmitiu que os Estados Unidos estão disponíveis para explorar um diálogo mais abrangente sobre temas económicos e de segurança, mas condicionado a "mudanças fundamentais" por parte do Governo cubano.

A agência divulgou igualmente fotografias na rede social X em que se vê a delegação, chefiada por Ratcliffe, reunida com autoridades de Havana.

Versão de Havana e evolução recente das tensões com Washington

Horas antes, o Governo cubano já tinha anunciado a deslocação de John Ratcliffe.

Num comunicado oficial, Havana indicou que o encontro decorreu "num contexto de relações bilaterais complexas" e que serviu para o regime comunista apresentar provas de que não constitui qualquer ameaça à segurança nacional norte-americana.

Esta foi a primeira vez que um avião do Governo dos EUA aterrou na capital cubana desde 2016, num momento em que as tensões entre as duas partes se mantêm elevadas devido ao bloqueio energético imposto por Washington ao país das Caraíbas.

No final de janeiro, Donald Trump ameaçou aplicar tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo a Cuba.

Trump também admitiu a possibilidade de intervir no país, e o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou recentemente que Cuba estava preparada para lutar caso isso viesse a acontecer.

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