Le Mans regressa à elite gaulesa
O Le Mans está de volta ao topo do futebol francês, numa reviravolta iniciada após a falência declarada em 2013. Essa crise ditou a queda do clube - que três anos antes competia na Ligue 1 - até ao sexto escalão. Agora, a formação das imediações do Circuito de la Sarthe, palco mítico do automobilismo mundial onde todos os anos se disputam as 24 horas de Le Mans, volta a escrever uma página de grande impacto.
Thierry Gomez e Patrick Videira lideram o renascimento do Le Mans
Há duas figuras que se tornaram inseparáveis desta recuperação: Thierry Gomez, presidente desde 2016, e o luso português Patrick Videira. Contratado em 2024, o treinador luso-francês levou "Les Mucistes" a duas promoções consecutivas, num trajeto da terceira divisão até à elite.
A última subida chegou a ficar dependente da confirmação da federação francesa, depois de o encontro da última jornada da Ligue 2 ter sido suspenso já nos descontos. O motivo foram os protestos dos adeptos do Bastia, numa altura em que o Le Mans vencia por 0-2. Mais tarde, a promoção foi ratificada.
Massa, Magnussen, Novak Djokovic e Courtois entram no projeto
A transformação foi tão profunda - e o projeto tão apelativo - que o Le Mans acabou por captar nomes mediáticos do desporto mundial. Os primeiros a associarem-se foram os antigos pilotos de Fórmula 1 Felipe Massa e Kevin Magnussen, através da empresa "OutField", que passou a investidora no início da época. Depois, juntaram-se o tenista Novak Djokovic e o guarda-redes do Real Madrid, Thibaut Courtois.
A estratégia de atrair figuras reconhecidas à escala global integra a ambição de transformar o Le Mans numa marca com notoriedade planetária e respeito desportivo. Ainda assim, esse objetivo é visto como um caminho a cumprir mais adiante.
Academia de formação: a prioridade mais urgente
Antes de qualquer salto na projeção internacional, há matérias consideradas mais imediatas. Uma delas é a criação de uma academia de formação, algo a que o clube teve de abdicar quando o colapso financeiro o atingiu.
Desde então, o Le Mans tem funcionado sem recorrer a jogadores formados internamente e também sem essa fonte de receitas extraordinárias. Mesmo assim, Thierry Gomez não só conseguiu liquidar todas as dívidas, como também criou condições para a equipa se reerguer e voltar a abrir caminho rumo ao topo.
A aposta feita em 2024 num treinador praticamente desconhecido foi arriscada, mas acabou por se revelar certeira. Patrick Videira nunca tinha trabalhado acima do quarto escalão e, até esse momento, tinha orientado apenas o pouco mediático AS Furiani Agliani. Enquanto jogador, representou Chaves, Maia e Ermesinde. Na época passada, retirou a equipa do futebol amador e, nesta, foi além do que se esperava quando o objetivo passava por estabilizar o Le Mans na Ligue 2.
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