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Airbus enfrenta atrasos na certificação da barreira IPSB do A220; JetBlue pede extensão ao DOT até julho de 2027

Assistente de bordo a arrumar equipamento na cabine de um avião com piloto no fundo.

Atrasos na certificação da barreira IPSB no A220

A Airbus comunicou que está a lidar com atrasos inesperados no processo de certificação do “Installed Physical Secondary Barrier” (IPSB), uma barreira física secundária antiterror destinada ao cockpit do A220.

Efeitos na formação e na cadeia de abastecimento

Segundo a empresa, esta situação tem complicado a preparação de formações para pilotos e assistentes de bordo, ao mesmo tempo que tem condicionado a produção e a manutenção dos componentes necessários, devido a constrangimentos na cadeia de abastecimento.

Exigência da FAA e extensão até 31 de julho de 2026

Desde 25 de agosto de 2025, todas as novas aeronaves comerciais entregues a companhias aéreas dos EUA deveriam ser fornecidas com esta barreira instalada, em cumprimento de uma exigência da Federal Aviation Administration (FAA). A FAA concedeu, contudo, uma extensão de 11 meses para a conclusão total da instalação, com prazo até 31 de julho de 2026.

Pedido da JetBlue ao DOT e medidas de segurança em voo

Perante os atrasos, a JetBlue apresentou formalmente ao Departamento de Transportes dos EUA (DOT) um pedido de extensão por 12 meses para cumprir o requisito na sua frota de A220, até julho de 2027, ou até que todas as aeronaves estejam equipadas, os procedimentos aprovados estejam implementados e a formação das tripulações esteja concluída.

A JetBlue sublinha que continuará a recorrer a métodos de segurança do cockpit já aprovados, incluindo a utilização de barreiras improvisadas, como carrinhos de bebidas (INSB), para proteger a cabine sempre que a porta seja aberta durante o voo.

Adopção pela Southwest e âmbito da regra

A Southwest Airlines foi a primeira transportadora norte-americana a receber e a utilizar barreiras IPSB nas suas aeronaves Boeing 737 MAX, implementando o sistema de imediato, sem esperar pelo fim do período de isenção.

A exigência aplica-se apenas a aeronaves entregues após agosto de 2025, sendo que as companhias aéreas podem optar por instalar estas barreiras em aviões mais antigos; ainda assim, até ao momento, nenhuma anunciou planos nesse sentido.

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