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Equador compra sete helicópteros Leonardo AW139M e reforça a modernização

Helicóptero militar verde com soldados e civil a cumprimentarem-se na pista de descolagem com montanhas ao fundo.
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Aquisição de sete helicópteros Leonardo AW139M para o Equador

Depois de ter dado início a um plano ambicioso de modernização da sua frota de asas rotativas, com a incorporação de helicópteros Airbus H225M para o Exército, o Equador avança agora para uma nova fase de renovação com a compra de sete helicópteros Leonardo AW139M. O objectivo é reforçar as capacidades estratégicas, operacionais e logísticas das Forças Armadas equatorianas, através de plataformas mais versáteis para responder aos actuais desafios de defesa, segurança e apoio em emergências.

O Ministério da Defesa formalizou a aquisição das sete aeronaves de fabrico italiano por um montante total de US$ 209,8 milhões, recorrendo ao modelo de contratação entre governos e com carácter reservado. No conjunto incluído, encontra-se um helicóptero destinado ao transporte de altas entidades do Estado, equipado com configuração VIP presidencial, com um custo unitário de US$ 26,5 milhões.

Helicóptero VIP presidencial: capacidade e equipamento

De acordo com a informação divulgada sobre o procedimento de contratação, esta aeronave será preparada para transportar entre oito e dez passageiros e integrará assentos VIP, sistema de isolamento acústico, ar condicionado, comunicações por satélite, radar meteorológico e oxigénio portátil. Estes elementos procuram assegurar níveis elevados de segurança e conforto nas deslocações oficiais do presidente e de outras autoridades governamentais.

Perfis de missão dos AW139M e distribuição pelas Forças Armadas

Conforme o requisito técnico, os novos AW139M poderão operar com diferentes configurações, de modo a cumprir um leque alargado de missões. Entre elas estão o transporte de tropas e abastecimentos, evacuação aeromédica (MEDEVAC), busca e salvamento (SAR), operações militares, reconhecimento, segurança de infra-estruturas petrolíferas, combate a incêndios e, no caso da versão naval, interdição marítima.

Foi igualmente indicado que a distribuição das aeronaves incluirá duas unidades para a Força Terrestre, duas para a Armada do Equador e duas para a Força Aérea Equatoriana (FAE). A sétima ficará especificamente afectada ao transporte da Presidência e de altas autoridades do Estado, segundo noticiou o portal Ecuavisa.

Entregas em três fases e apoio logístico

O plano de entregas aponta para uma incorporação faseada ao longo de três etapas. A primeira, com prazo até 19 meses, prevê a chegada da unidade VIP e de um dos helicópteros destinados à Armada, bem como a conclusão do programa de formação operacional e técnica.

A segunda fase, prevista para até 20 meses, abrangerá a recepção de uma aeronave para a FAE e de uma segunda unidade para a Armada. Por fim, a terceira etapa, com horizonte até 24 meses, incluirá a entrega dos três helicópteros restantes: dois para a Força Terrestre e o segundo exemplar destinado à Força Aérea, acompanhados por ferramentas, equipamentos de apoio e o principal pacote de sustentação logística.

Modernização com Airbus H225M e formação de tripulações

A entrada ao serviço dos AW139M soma-se ao processo de modernização iniciado anteriormente com a chegada dos Airbus H225M ao Exército Equatoriano. Em Junho de 2025, a instituição recebeu oficialmente as duas primeiras aeronaves de um lote de cinco helicópteros adquiridos em 2023 por US$ 90 milhões. Provenientes de França e modernizados para o padrão H225M antes da entrega, estes aparelhos reforçaram as capacidades de transporte táctico, evacuação médica, busca e salvamento, assistência humanitária e combate a incêndios florestais através do uso do sistema Bambi Bucket.

Em paralelo, o Equador avançou com a preparação das suas tripulações para operar os novos meios. Em Agosto de 2025, seis pilotos da Aviação do Exército iniciaram, nas instalações da HELIBRAS, no Rio de Janeiro, Brasil, os cursos de qualificação correspondentes ao H225. A introdução gradual destas novas plataformas, acompanhada pela formação do pessoal e pelo planeamento da sua sustentação, evidencia a aposta do país em consolidar uma frota de helicópteros mais moderna, flexível e pronta a responder tanto a necessidades operacionais militares como a situações de emergência.

Imagens utilizadas a título ilustrativo.

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