Saltar para o conteúdo

Tiroteio no Centro Islâmico de San Diego: três mortos e ameaça "neutralizada"

Grupo de polícias e civis reunidos em recolha do local de incidente, com fita amarela de isolamento policial.

Resposta policial no Centro Islâmico de San Diego

As autoridades norte-americanas foram chamadas, esta segunda-feira, a um tiroteio no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos. A polícia comunicou que a situação já foi resolvida e que a ameaça está contida.

De acordo com o comandante da polícia de San Diego, Scott Wahl, os agentes chegaram ao Centro Islâmico por volta das 11.50 horas locais (19.50 horas de Portugal continental) e, no local, depararam-se com três vítimas mortais. Uma dessas vítimas era o segurança das instalações.

No local, perante os jornalistas, Scott Wahl sublinhou que este segurança "teve um papel determinante em impedir que tivesse sido muito pior" o desfecho da tentativa dos atiradores entrarem no centro, onde estavam a decorrer aulas.

Suspeitos e investigação do motivo

Os dois suspeitos, de 17 e 19 anos, foram localizados num veículo nas imediações, com indícios de terem cometido suicídio.

Numa publicação no X, a polícia indicou: "A ameaça no centro islâmico foi neutralizada".

As autoridades continuam a investigar o que esteve na origem do ataque. Para já, o tiroteio é tratado como um crime de ódio "até prova em contrário".

Um imã do Centro Islâmico garantiu que todos os professores, alunos e restantes funcionários da escola presentes na mesquita se encontram bem.

Reacções de autoridades e contexto do local

A presidente da câmara de Los Angeles, Karen Bass, disse estar "indignada e de coração partido" com o ataque. "Estou indignada e de coração partido com o tiroteio e o homicídio ocorridos hoje no Centro Islâmico de San Diego, especialmente porque hoje marca o primeiro dia de Dhul Hijjah, um período sagrado e solene para os muçulmanos", afirmou em comunicado. "Os locais de culto devem ser verdadeiros santuários onde o ódio e a violência não têm lugar", defendeu.

"Conversei com líderes da comunidade muçulmana em Los Angeles para oferecer a minha ajuda e ordenei ao Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) que mobilize recursos adicionais para proteger as mesquitas da cidade", acrescentou a autarca.

Questionado por jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a situação como "terrível". "É uma situação terrível. Recebi algumas informações iniciais, mas vamos analisar a situação cuidadosamente", declarou.

O Centro Islâmico de San Diego é a maior mesquita do condado, situada a cerca de 14 quilómetros a norte do centro da cidade. No complexo funciona a Escola Al Rashid, que disponibiliza cursos de língua árabe, estudos islâmicos e do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. A mesquita fica numa zona residencial, rodeada por centros comerciais, restaurantes e mercados.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário