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Vladimir Putin visita a China para reforçar parceria e cooperação com Xi Jinping após Donald Trump

Dois líderes mundiais apertam as mãos em cerimónia oficial com bandeiras da China e Rússia ao fundo.

Visita de Vladimir Putin à China: objectivos e agenda

O presidente russo, Vladimir Putin, vai deslocar-se à China na terça e na quarta-feira, numa visita destinada a consolidar a "parceria" e a "cooperação" entre os dois países, segundo um comunicado do Kremlin.

A viagem acontece poucos dias depois da visita do presidente norte-americano, Donald Trump. De acordo com a nota, Putin deverá reunir-se com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para debater formas de "fortalecer ainda mais a parceria abrangente e a cooperação estratégica" entre a Rússia e a China.

O documento indica ainda que Putin e Xi "vão trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes" e que, no final das conversações, está prevista a assinatura de uma declaração conjunta.

No programa consta também um encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, com o objectivo de abordar a cooperação económica e comercial entre Moscovo e Pequim.

Contexto diplomático: Ucrânia e foco no Médio Oriente

Esta deslocação do líder do Kremlin ocorre numa fase em que os esforços diplomáticos - liderados por Washington - para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia se encontram bloqueados, em grande medida devido à guerra no Médio Oriente.

Uma breve trégua mediada por Donald Trump tinha permitido interromper a campanha de bombardeamentos maciços longe das linhas da frente, mas os ataques foram retomados assim que essa pausa terminou, na noite de segunda-feira.

Posição de Pequim e relação económica com Moscovo

Para Pequim, Moscovo é um parceiro-chave na construção de uma nova ordem mundial multipolar pós-ocidental. Apesar de a China defender de forma recorrente negociações de paz e o respeito pela integridade territorial de todos os países - incluindo, de forma implícita, a Ucrânia -, nunca condenou a Rússia pela ofensiva lançada em fevereiro de 2022 e apresenta-se como uma parte neutra.

A China rejeita as acusações de estar a fornecer armas letais a qualquer um dos lados e de estar a entregar componentes militares à indústria de defesa russa, acusando o Ocidente de prolongar as hostilidades ao armar a Ucrânia.

Parceiro económico central da Rússia, a China é o maior comprador mundial de combustíveis fósseis russos, incluindo produtos petrolíferos, contribuindo assim para alimentar a máquina de guerra.

Vladimir Putin vai visitar a China poucos dias depois do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que se tem apresentado como mediador no conflito ucraniano há mais de um ano.

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