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PSP garante que detenção de 24 agentes não afeta esquadras do Rato e do Bairro Alto em Lisboa

Agentes da polícia a patrulhar numa rua empedrada em Lisboa, com carros polícia estacionados.

Detenções na PSP e efeito na operação

A PSP reconheceu, esta quinta-feira, que a detenção de 24 agentes ao longo de cerca de dez meses, no âmbito de investigações relacionadas com as esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa, tem "algum impacto". Ainda assim, a força de segurança assegurou ao JN que a situação "não afetará a capacidade operacional da 1.ª Divisão de Lisboa, em particular da 22.ª Esquadra (Rato) e da 3.ª Esquadra (Bairro Alto)".

Os 24 agentes em causa são suspeitos de crimes como tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificada, alegadamente cometidos durante intervenções policiais e em ocorrências registadas nas duas esquadras lisboetas.

Suspeitas e movimentações de efetivos

A PSP destacou também que uma parte dos polícias abrangidos pelas diligências judiciais já não desempenhava funções nesses locais. "Muitos dos polícias agora alvo de mandados de detenção e visados em diligências processuais já não se encontravam colocados na 1.ª Divisão do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, fruto do processo normal de transferências internas entre Divisões e inter-Comandos da PSP", indicou a instituição.

IGAI: inspeções e mudanças nas esquadras do Rato e do Bairro Alto

Em março, a PSP afirmou estar a ponderar a transferência da Esquadra do Rato para outro edifício, depois de uma visita-surpresa da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que concluiu que o espaço não oferece condições de trabalho e não é funcional.

Na altura, a PSP disse ao JN que estava a avaliar as recomendações da IGAI e que já decorria trabalho para "implementar as medidas consideradas adequadas", analisando "diferentes soluções, no âmbito de um modelo de atendimento ao cidadão mais ajustado às atuais necessidades operacionais e às condições existentes". Acrescentou ainda: "Qualquer eventual alteração à atual solução de funcionamento será enquadrada num plano integrado de reorganização de recursos e de garantia da acessibilidade dos cidadãos".

Entre as recomendações da IGAI, constaram maior rigor na preparação do expediente - em particular nos processos de detenção -, a verificação dos registos de detidos e melhorias nas instalações, incluindo acessibilidades, eliminação de humidade e a retirada de bicicletas da sala de apoio à vítima.

A Esquadra do Bairro Alto também foi alvo de uma inspeção inesperada da IGAI, que assinalou problemas ao nível das infraestruturas e da organização interna.

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