Aeronave usada no garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami
No dia 28 de abril, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) localizou e inutilizou uma aeronave Cessna 182N Skylane, com o prefixo PR-FIP, avaliada em cerca de R$ 1,3 milhão, que era utilizada por garimpeiros ilegais na Terra Indígena Yanomami (TIY).
Interdição da pista clandestina de Lobo D’Almada
A intervenção ocorreu na sequência da interdição da pista clandestina de Lobo D’Almada, levada a cabo no mês anterior pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em articulação com a Casa de Governo do Estado de Roraima.
Para tornar a pista inoperável, foram aplicadas técnicas de engenharia militar, recorrendo a aproximadamente 350 kg de explosivos distribuídos por oito pontos estratégicos. As detonações abriram crateras ao longo da área, impossibilitando o seu uso.
Mesmo assim, os garimpeiros tentaram reconstruir parcialmente o local, o que evidencia o grau de dependência destas vias para manter a actividade ilegal. O estado degradado da pista terá contribuído para o acidente com a aeronave, que apresentava danos estruturais, incluindo uma hélice avariada e um possível comprometimento do trem de aterragem.
Operação Catrimani II e impacto na logística dos garimpeiros
A Operação Catrimani II corresponde a uma acção integrada entre a Segurança Pública, Agências e as Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo de Roraima, conforme previsto na Portaria GM-MD Nº 5.831/2024. O objectivo é combater o garimpo ilegal, os crimes ambientais e os ilícitos transfronteiriços na TIY.
Durante o mês de abril, o comando inutilizou sete pistas clandestinas na Terra Indígena Yanomami, o que terá causado um prejuízo estimado em R$ 14 milhões à logística dos garimpeiros.
A medida afecta directamente o transporte aéreo, principal meio de apoio ao garimpo em zonas remotas, ao dificultar a chegada de abastecimentos e a retirada do minério.
O episódio da pista de Lobo D’Almada ilustra como a destruição destas infra-estruturas reduz a capacidade operacional do garimpo ilegal, reforçando a eficácia de acções coordenadas na protecção dos povos indígenas e do meio ambiente.
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