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Grécia avança na compra de duas fragatas FREMM da Itália com a Fincantieri

Dois homens de fato apertam as mãos junto a maquete de navio e plantas, com navio de guerra ao fundo.
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Memorando naval e intenção de compra das fragatas FREMM

Numa deslocação a Itália para encontros de alto nível, o ministro da Defesa da Grécia, Nikos Dendias, reuniu-se ontem com o seu homólogo italiano, Guido Crosetto, a bordo da fragata FREMM ITS Spartaco Schergat (F598), atracada em La Spezia. No encontro - acompanhado pelos respectivos chefes do Estado-Maior da Marinha Italiana e da Marinha Helénica - foram assinados um Memorando de Cooperação em Assuntos Navais entre os dois países e uma Declaração de Intenções para permitir que a Grécia avance na aquisição de duas fragatas FREMM que a Marina Militare irá desactivar.

A novidade foi saudada pela Fincantieri, empresa que ficará responsável pela entrega das duas unidades à Marinha Helénica. Nas redes sociais, a companhia assinalou: “Temos orgulho em anunciar que, durante a inauguração da feira Seafuture em La Spezia, os Diretores Nacionais de Armamento da Itália e da Grécia assinaram um acordo preliminar para a transferência, à Marinha Helênica, por meio da Fincantieri, de duas unidades atualmente em serviço na frota da Marinha Italiana (…) O acordo final também incluirá um pacote de suporte, que poderemos gerenciar graças à nossa experiência comprovada em serviços pós-venda.”

Avaliação dos navios e opções de modernização com a Fincantieri

Importa recordar que a Grécia já tinha enviado delegações de inspecção para verificar o estado das fragatas FREMM que pretende comprar, sendo que a visita do ministro Dendias marca o arranque formal das negociações. Neste enquadramento, o responsável pela Defesa grega sublinhou que os navios se encontram em excelente condição, ainda que esteja a ser considerada a hipótese de implementar, com a própria Fincantieri, um plano de modernização de capacidades.

Entre os elementos que podem integrar esse pacote está a instalação dos mísseis de nova geração ELSA, os mesmos previstos para compor o arsenal das fragatas FDI compradas por Atenas à Naval Group, numa lógica de reforço da dissuasão naval no mar Egeu. Refira-se, igualmente, que a Grécia já confirmou que a sua frota - inicialmente planeada com três navios - será aumentada com a aquisição de mais uma unidade, evidenciando a rapidez com que o país procura colmatar lacunas de capacidade resultantes de anos de crise económica que travaram programas deste tipo.

Plano “dois mais dois” e o calendário das FREMM EVO

Para a próxima década, a Marinha grega conta que as duas fragatas FREMM a adquirir em breve venham a ser complementadas por mais duas unidades, assim que a Marina Militare as disponibilize, perfazendo um total de quatro navios desta classe. Nas palavras do próprio ministro Dendias: “Dado que existe um marco definido, espero que seja um sucesso. Concretamente, dois mais dois navios italianos: os dois primeiros inicialmente e os outros dois quando os italianos os liberarem. Se conseguirmos, será um grande sucesso para nós. Em pouco tempo, teremos a Marinha mais poderosa e moderna de nossa história. Para mim, isso continua sendo uma grande esperança e uma expectativa profunda.”

A concretização desta ambição dependerá, em parte, da capacidade da Fincantieri em avançar sem sobressaltos com a construção das novas fragatas FREMM EVO encomendadas por Roma, cujas entregas estão actualmente previstas para 2029 e 2030. Para adquirir estas unidades, a Itália destinou cerca de 1,5 mil milhões de euros para dois navios, tendo iniciado a fase de fabrico em Abril com o primeiro corte de aço nos estaleiros de Riva Trigoso, em Génova.

Outros programas: fragatas FDI e modernização da classe Hydra

Por último, para além do avanço na incorporação das novas fragatas FDI e da compra das FREMM, a Marinha Helénica aposta também na modernização de quatro navios da denominada classe Hydra, constituída por unidades MEKO 200HN de origem alemã. Para este processo, a Thyssenkrupp e a Thales apresentaram propostas no início do ano passado, procurando uma modernização integral que permita prolongar a vida útil destes navios, ao serviço na Grécia desde a década de 1990.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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