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Bandeira europeia volta ao parlamento húngaro em Budapeste após 12 anos de Viktor Orbán

Mulher segura bandeira da União Europeia diante de multidão e edifício histórico com arquitetura gótica.

A bandeira europeia foi hasteada novamente este sábado na sede do parlamento húngaro, em Budapeste, voltando ao edifício após 12 anos de ausência durante os anos de governação do ultranacionalista Viktor Orbán. A reposição do símbolo europeu foi a primeira medida tomada pela nova presidente do órgão.

Decisão de Agnes Forsthoffer sobre a bandeira da União Europeia no parlamento húngaro

Na sessão de investidura dos deputados eleitos em 12 de abril, Agnes Forsthoffer - escolhida com 193 votos em 199 - formalizou a ordem para repor a bandeira. "Ordeno que, a partir de hoje, após 12 anos, a bandeira da União Europeia seja novamente hasteada no edifício do parlamento húngaro", afirmou.

Forsthoffer descreveu a iniciativa como a sua "primeira decisão" e defendeu que esta deve representar "o primeiro passo simbólico" de um regresso à Europa por parte do país da Europa Central. "Seremos novamente membros respeitados da União Europeia", sublinhou, segundo o meio independente húngaro "Telex".

Aplausos em Budapeste e outro gesto simbólico com a Ode à Alegria

Pouco depois de ter sido anunciado o despacho, a bandeira foi içada na fachada do edifício, perante fortes aplausos da multidão reunida no exterior para celebrar o fim do regime de Viktor Orbán, noticiou o meio online "hvg".

Num segundo acto simbólico, está previsto que a Ode à Alegria, o hino da União Europeia, seja tocada aquando da formação do Governo liderado por Péter Magyar, em conjunto com o hino húngaro.

Novo equilíbrio parlamentar: vitória do Tisza, queda do Fidesz e posição da Nossa Pátria

O Tisza, vencedor das eleições legislativas, passa a deter 141 dos 199 lugares no parlamento. O líder do partido, o conservador Péter Magyar, deverá ser investido como primeiro-ministro ao início da tarde.

O escrutínio marcou o fim de 16 anos consecutivos no poder de Viktor Orbán: o Fidesz elegeu apenas 52 deputados, abaixo dos 135 que tinha na legislatura anterior. Já o movimento de extrema-direita Nossa Pátria manteve os seis lugares.

O "Telex" referiu ainda que os deputados do Fidesz (em coligação com os democratas-cristãos do KNDP) e da extrema-direita não aplaudiram a decisão relativa à bandeira da União Europeia, uma medida que tinha sido prometida por Péter Magyar.

Entretanto, o partido Nossa Pátria (Mi Hazánk) comunicou que não estará presente no momento em que a Ode à Alegria for tocada. "Estaremos presentes em todos os momentos importantes, incluindo a posse do novo primeiro-ministro, mas quando a Ode à Alegria for tocada, sairemos da sala de reuniões e iremos até a Santa Coroa. O motivo é que, na proposta original do partido Tisza, a Ode à Alegria consta como hino da União Europeia", escreveu na rede social X László Toroczkai, líder do Mi Hazánk, um partido que defende a saída da Hungria do bloco europeu.

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