Condenação do ataque a Kiev pelo Presidente da República António José Seguro
O Presidente da República condenou no domingo o "ataque massivo" da Federação Russa contra Kiev, manifestando solidariedade com o povo ucraniano e reiterando o compromisso de Portugal com uma solução que assegure "paz justa, abrangente e duradoura".
Numa nota divulgada no sítio oficial da Presidência da República, pode ler-se: "Perante mais um brutal ataque da Federação Russa contra a Ucrânia, um dos maiores dos últimos tempos e que atingiu a sua capital, o presidente António José Seguro solidariza-se com o presidente Volodymyr Zelensky e com o povo ucraniano, condenando inequivocamente este ataque", refere a nota publicada na página oficial da Presidência da República.
Apoio de Portugal e referência ao Direito Internacional Humanitário
No mesmo texto, o chefe de Estado volta a sublinhar o apoio de Portugal à Ucrânia e considera que "qualquer ataque contra civis é inaceitável e representa uma violação do Direito Internacional Humanitário".
Ainda segundo a nota, "Em seu nome pessoal e no do povo português, o presidente da República apresenta sentidas condolências às famílias das vítimas de mais este ataque. Expressa também o desejo e o empenho de Portugal em que se encontre uma solução que ponha rapidamente termo a esta guerra e garanta uma paz justa, abrangente e duradoura em linha com o direito internacional e que assegure o respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia", acrescenta Seguro.
Reação do Governo português e detalhes do bombardeamento
Também o Governo português já tinha condenado hoje o que descreveu como "mais um enorme ataque" russo à capital ucraniana, referindo o uso de um míssil com capacidade nuclear, e reforçando "toda a solidariedade" e o apoio "sem reservas" à Ucrânia, numa mensagem publicada nas redes sociais pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Entretanto, a Rússia confirmou que recorreu ao míssil hipersónico Oreshnik para atingir a Ucrânia durante a noite passada.
De acordo com a Força Aérea Ucraniana, neste bombardeamento - que teve como alvo principal a capital, Kiev - a Rússia empregou 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos.
Segundo o balanço mais recente das autoridades ucranianas, citado pela agência AFP, o ataque russo provocou pelo menos quatro mortos e mais de cem feridos.
As autoridades indicaram ainda que esta terá sido a terceira utilização, na Ucrânia, do míssil capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais.
Por seu lado, Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos - que disse terem tido "apenas como alvos instalações militares" - como resposta ao "ataque mortal" de Kiev na quinta-feira contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, do qual resultaram pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos.
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