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Maio atípico na Tunísia: guerra no Médio Oriente trava o turismo em Djerba

Homem de pé na praia com malas e cadeiras azuis vazias perto do mar e edifício branco ao fundo.

Na Tunísia, o mês de maio costuma assinalar o arranque do pico turístico do verão. Porém, com a guerra no Médio Oriente a fazer-se sentir na região, este maio tem sido fora do habitual.

Guerra no Médio Oriente e o turismo na Tunísia

As entidades ligadas ao setor apontam a quebra do turismo às repercussões do conflito, que empurrou para cima os preços do petróleo e, por arrastamento, encareceu as viagens - mesmo a milhares de quilómetros - incluindo na ilha tunisina de Djerba.

Djerba: reservas a cair e bilhetes mais caros

Anane Kamoun, diretor do hotel Royal Garden Palace, em Djerba, disse à agência AFP que as reservas desceram para metade. "Quando os preços do petróleo sobem, os bilhetes de avião sobem, e é aí que os turistas começam a reconsiderar o custo", explicou Kamoun.

O preço do querosene duplicou desde o início do ano, o que levou as companhias aéreas a subirem o preço das passagens, e algumas chegaram mesmo a cancelar voos com margens reduzidas.

Peso do setor turístico no PIB e no emprego

O turismo, responsável por 10% do PIB da Tunísia, antecipa igualmente um efeito negativo no mercado de trabalho, num setor que emprega, em condições normais, cerca de 400 mil pessoas.

Recordes recentes e expectativas revistas

No ano passado, Djerba recebeu um máximo histórico de 1,2 milhões de turistas - mais 5% do que no ano anterior e ligeiramente acima do anterior recorde, fixado em 2019, antes da pandemia. Os dados são do Gabinete Nacional de Turismo da Tunísia.

Para este ano, as autoridades contavam com um crescimento até 8%, mas a evolução recente do contexto regional travou a perspetiva de mais um ano recorde.

Ainda assim, a Tunísia mantém um trunfo importante: este país mediterrânico está a apenas duas horas de voo da maioria das capitais europeias. "O aumento dos preços do querosene não será sentido da mesma forma que nas viagens de longa distância", referiu o mesmo gabinete.

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